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Volta às aulas com laboratórios novos
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Alunos especiais do Interior serão beneficiados |
Andrea Pinheiro DA EQUIPE DO DIARIO |
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As 133 crianças que estudam no Espaço Educacional do Departamento de Apoio Psicopedagógico, de Santa Maria da Boa Vista (Sertão pernambucano), passarão a contar com um minilaboratório de informática na volta às aulas deste ano. Criada em 1996, a escola atende crianças portadoras de necessidades especiais, como mental e auditiva, e também com dificuldades de aprendizagem. A partir de agora, os alunos terão acesso a aulas de informática como parte do currículo escolar, que serve também como uma ferramenta para a socialização.
O Espaço foi uma das três escolas do Interior do Estado beneficiadas com o Programa Nacional de Informática na Educação Especial (Proinesp), do Ministério da Educação. Além dela, receberão laboratórios o Centro de Reabilitação e Educação Especial de Arcoverde (Sertão), e a Escola Municipal Especial Virgínia Pereira, de Santa Cruz do Capibaribe (Agreste). O programa beneficiará 60 escolas públicas no País com matrículas de alunos especiais. De acordo com a assessora técnica da Secretariade Educação Especial (Seesp), Marilene Pedrosa Leite, o MEC escolheu instituições de todos os estados e deu prioridade àquelas que ainda não dispõem de laboratórios.
Foram investidos mais de R$ 1,5 milhão na compra de computadores, impressoras em braille, fones de ouvido, monitores de vídeo, material pedagógico e mobiliário especiais, entre outros. A previsão é de que todos os equipamentos serão distribuídos até março. Até agora, as escolas locais receberam apenas um scanner cada uma. "O MEC nos enviou um ofício, informando que as empresas vencedoras das licitações para a compra das máquinas deverão entregá-las diretamente às escolas", afirma a diretora da Escola Municipal Especial Virgínia Pereira, Lucielma Bernardino. Cada escola, após receber os equipamento, indicará dois professores para participarem de curso de capacitação.
A satisfação com a aquisição dos equipamentos é grande, porque as escolas beneficiadas ainda não haviam sido informatizadas, algumas tinham apenas uma máquina para o trabalho administrativo. "Oferecemos aulas de informática aos alunos no ano passado, mas contávamos apenas com um micro, doado pela população do município", diz a diretora do Espaço Educacional do Departamento de Apoio Psicopedagógico, Patrícia Mendonça da Costa. Já o Centro de Arcoverde, que atende mais de mil crianças e adolescentes anualmente, ainda não possuía nenhum computador. "Sobrevivemos do voluntariado da população e com verbas conseguidas via feiras e exposições. O MEC já havia nos prometido informatizar a escola, mas os recursos nunca chegaram. Só agora, com esse programa, reduziremos as dificuldades", reclama a diretora do Centro de Reabilitação e Educação Especial, Maria da Conceição Rozendo.
O tamanho do laboratório de cada escola leva em consideração o número de matrículas de alunos especiais. Em Pernambuco, cada uma das instituições selecionadas receberá quatro computadores.
andrea@pernambuco.com
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