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Mercado de casas se mantém dinâmico
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Imóveis localizados em bairros sob menor especulação imobiliária possuem preços até 40% mais baixos |
Roberto Cavalcanti DA EQUIPE DO DIARIO |
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Se algumas áreas do Grande Recife têm se notabilizado pela preferência dos consumidores por apartamentos, outras mantêm nas casas, com jardins e quintais, seu principal atrativo. Na contramão do acelerado processo de verticalização da paisagem urbana, bairros como Campo Grande, Engenho do Meio, Ipsep e trechos da Imbiribeira, Madalena e do Bairro Novo, em Olinda, possuem um mercado dinâmico focado quase que exclusivamente nas residências térreas entre dois e quatro quartos. Algumas de alto luxo, com acabamento diferenciado, piscina, home office e garagem para mais de dois veículos.
Os preços são atrativos. Como estão geralmente localizadas em bairros sob menor influência da especulação imobiliária, as casas chegam a custar até 40% menos do que apartamentos nas mesmas dimensões. Enquanto um apartamento de três quartos, varanda e 140 metros quadrados, no Espinheiro, está avaliado em R$ 110 mil, uma casa também com três quartos, suíte, jardim e quintal, em Campo Grande, está sendo negociada a R$ 80 mil.
Deacordo com o corretor da Prolar Imóveis, Vicente Albuquerque, embora a questão da segurança tenha levado muitas famílias a trocarem as casas pelos apartamentos, a procura por residências térreas ainda representa algo em torno de 35% da demanda mensal. Ele explica que o público que procura este tipo de imóvel não quer abrir de duas vantagens básicas oferecidas pelas casas: conforto e privacidade. Além disso, o valor da taxa condominial que seria paga nos edifícios pode ser revertida para a contratação de seguranças ou implantação de cerca elétrica ou circuito interno de TV.
CORDEIRO - Proprietária de uma casa de três quartos, no Cordeiro, adquirida há menos de seis meses, a professora Ana Clara Nascimento afirma que jamais moraria em apartamento. A falta de privacidade e a convivência coletiva forçada são, segundo ela, os maiores problemas dos edifícios. Além disso, ela assegura que existem inúmeras vantagens financeiras. "Comprei minha casa por R$ 50 mil. Um apartamento nas mesmas condições, o que implica numa área construída de 220 metros quadrados, não custa menos de R$ 90 mil".
O corretor autônomo André Leite afirmou que o mercado de casas para aluguel ou venda sempre esteve em alta. Segundo ele, o único problema enfrentado pelo segmento é a ausência de financiamentos, principalmente em se tratando de imóveis usados. No entanto a falta de linhas de crédito têm um efeito positivo. Como as negociações são realizadas à vista, os preços tendem a sofrer uma redução que pode chegar a até 10% em alguns casos.
Em Olinda a situação de repete. Com exceção do Sítio Histórico, onde os imóveis possuem preços diferenciados e bem acima da média do restante da cidade, áreas como Bairro Novo, Casa Caiada e Jardim Atlântico ainda atraem um grande número de consumidores de casas. Até mesmo em áreas nobres, como a beira-mar, é possível encontrar verdadeiras pechinchas. Uma casa com cinco quartos, sendo duas suítes, três salas e terraço na avenida Marcos Freire está sendo vendida por R$ 140 mil. Já um apartamento de três quartos, sendo uma suíte, também na beira-mar não sai por menos de R$ 155 mil.
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