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Servidores querem HSE compartilhado
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Objetivo da proposta dos funcionários estaduais é evitar que unidade hospitalar seja privatizada |
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Os servidores públicos estão abrindo mão do modelo de auto-gestão do Hospital dos Servidores do Estados (HSE) para evitar a privatização da unidade hospitalar, considerada a âncora do Sassepe (Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos). Pela proposta entregue ontem pelo Fórum dos Servidores ao secretário de Administração e Reforma do Estado, Maurício Romão, o HSE será transformado em unidade técnica com gestão compartilhada entre o Governo e os usuários do Sassepe. Romão vai analisar a proposta, mas não descarta outras alternativas para o hospital, entre elas, a participação do setor privado na gestão hospitalar.
A lei que criou o Sassepe prevê a entrega da gestão do HSE aos servidores públicos. Com a alteração da alíquota de contribuição de 2,5% para 3,5% no mês de dezembro passado, foi incluída na lei a possibilidade de a iniciativa privada participar da gestão, como forma de injetar recursos na modernização do hospital. Um modelo semelhante ao hospital Sarah Kubitschek, em São Paulo. Os funcionários públicos reagiram à modelagem, sob o argumento de que o hospital seria privatizado.
Ontem, após o encontro com os servidores, o secretário Maurício Romão, disse que a proposta do Fórum dos Servidores será estudada pelo Governo. A proposta mantém nas mãos do Estado a gestão do HSE com a criação de um Conselho Deliberativo paritário com representantes dos funcionários e Governo, e uma secretaria executiva comandada pelos servidores. "Vamos estudar todas as alternativas de modelo de gestão", disse Romão.
Heleno Araújo, presidente do Fórum dos Servidores da Central Única de Trabalhadores, disse que os servidores defendem a autonomia do HSE, com maior participação dos servidores. Segundo ele, nos últimos meses, os servidores deixaram de participar da gestão hospitalar porque o presidente do Instituto de Recursos Humanos, Assuero Guerra, tomou decisões sem consultar os representantes dos funcionários. "Para viabilizar a nova proposta de gestão do HSE o Governo terá que mudar a direção do IRH, porquedesde maio passado não temos mais diálogo", afirmou.
Consultado sobre as mudanças na direção do IRH o secretário Maurício Romão disse que o Governo está fazendo um "rodízio" de cargos. Justificou que foi necessário deslocar Assuero Guerra para a Perpart e remanejar o atual presidente Livino Tavares para a Comissão de Controle das Estatais (Cest). A diretora de Recursos Humanos do Estado, Mara Anunciato, assumirá o IRH. Romão negou que a troca de cadeiras tenha sido motivada por pressão dos servidores.
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