SÃO PAULO - O pedido de concordata preventiva garante proteção imediata contra credores. As empresas do grupo comprometem-se a pagar integralmente os credores no prazo de dois anos, sendo 40% das dívidas no fim do primeiro ano e o saldo no término do segundo.
As empresas não revelam o montante do passivo e do ativo e pedem prazo para apresentarem balanços especiais e demais documentos exigidos por lei. A dívida da Parmalat Brasil S.A. (divisão operacional do grupo) é de cerca de US$ 160 milhões, segundo o presidente da empresa, Ricardo Gonçalves. Os débitos da Participações, que tem outros negócios no Brasil além da Parmalat S.A., são estimados em US$ 1,4 bilhão.
Depois de analisar os documentos entregues pelas empresas, os juízes decidirão se aceitam definitivamente a concordata, protegendo as empresas da Parmalat no País de credores e suspendendo a tramitação dos seis pedidos de falência e uma centena de protestos contra a companhia.
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