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Atenção para o que você joga no lixo
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| Fred Figueiroa da equipe d o diario |
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D ependendo da sua idade, você já conhece ou ainda vai ouvir falar sobre um cientista chamado Lavoisier. Foi ele que criou uma frase bastante conhecida no Mundo todo: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Por isso, é importante todos saberem que o lixo continua existindo depois que o jogamos na lixeira. E tudo aquilo que pra gente já não serve mais, ainda pode ser muito útil ou mesmo perigoso.
Quanto mais as cidades crescem desordenadamente, mais lixo se produz e menos áreas para se colocar esse lixo existem. E assim a sujeira vai ficando acumulada no meio ambiente, aumentando a poluição do solo, das águas e do ar. Com isso, mais pessoas adoecem, principalmente nos lugares mais pobres.
Está claro que para o bem do nosso futuro, é preciso prestar mais atenção naquilo que é jogado fora. Seja uma tampinha de garrafa, uma folha de papel, um brinquedo quebrado, uma pilha sem carga; tudo isso pode ser reciclado e transformado em algo novo.
Para ajudar a diminuir o acúmulo de lixo no Mundo, o que você pode fazer é aprender a separar o que vai para o lixo. E, claro, não deixar que os adultos que vivem na sua casa misturem tudo na mesma lixeira.
O artista plástico Jacaré, por exemplo, usa o lixo como principal matéria prima para o seu trabalho. Ele sai catando cacarecos pelas lixeiras e transformando tudo aquilo em algo novo e útil. Arame, garrafas de plástico, sucata... vale quase tudo. Hoje ele é um dos artistas do atelier Submarino que, inclusive, fez a decoração do Recife no Carnaval passado, usando basicamente o lixo reciclado.
Reaproveitar os produtos jogados no lixo para fabricação de novos objetos é o melhor caminho para salvar o Mundo da degradação do meio ambiente. Daqui pra frente, não veja o lixo como um monte de bagulho, e sim como aquilo que pode ser reaproveitado.
Latas, vidros e garrafas PET
Se não recicladas, as latas levam 100 anos para se decomporem, mas é possível se produzir o mesmo produto que a matéria virgem. As embalagens plásticas demoram mais tempo e ainda contribuem para entupimentos nos esgotos e agridem a fauna aquática. Quanto ao vidro, o tempo de decomposição é grande e ele pode ser reaproveitado.
O QUE FAZER?
Esses materiais devem ser separados e colocados em depósitos de lixo específicos. Eles se diferenciam pelas cores. As latas devem para a lixeira amarela; as garrafas de plástico, para a vermelho; os vidros, para a verde; e o papel, para a azul.
Pneus
Pneus são um perigo para o meio ambiente. Eles têm uma degradação muito lenta e ainda acumulam água, proliferando insetos, como o mosquito da dengue. Por isso, nunca se deve jogá-los em terrenos abandonados, em rios ou mesmo no Lixão. Eles também não devem ser queimados, pois liberam gases muito tóxicos. Aprenda isso e não deixe os adultos jogarem seus pneus no lixo.
O QUE FAZER?
O ideal é procurar borracharias para deixar os pneus velhos por lá, onde eles são reaproveitados de alguma forma. Não acumule pneus em casa. Esta é a única solução, por enquanto.
Pilhas e baterias
Baterias e pilhas são feitas de metais pesados altamente tóxicos, como cádmio, níquel, chumbo e mercúrio. Se forem jogados fora a céu aberto vão poluir o meio ambiente e podem causar várias doenças aos homens, como problemas renais, mentais e pulmonares. As pilhas têm um tempo de degradação de 100 a 500 anos.
O QUE FAZER?
Quando as pilhas e baterias não servirem mais, ao invés de jogá-las no cesto de lixo, é melhor levá-las para locais que vendam estes produtos. Eles vão encaminhar aos fabricantes, que darão o destino correto. Mas se a pilha for alcalina, elas podem ser jogadas no lixo comum. Sem problemas.
Cartuchos e disquetes
Para fabricar um cartucho são gastos até cinco litros de petróleo. E o plástico usado em cada cartucho de impressora leva mais de mil anos para se decompor. Por isso é importante reciclá-los. Assim haverá economia de energia, recursos naturais e aumento da vida útil dos aterros sanitários.
O QUE FAZER?
Se o disquete não servir mais, deve ser separado como lixo seco, com o objetivo de reciclar o plástico e o metal. Para o cartucho, deve ser feito o mesmo, mas ainda existe a opção de recarga.
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