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Juiz promete dossiê contra autoridades
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ROCHA MATTOS |
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SÃO PAULO - Quase 80 dias depois de ser preso sob a acusação de chefiar um grupo especializado na venda de sentenças judiciais, o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos quer passar do papel de réu para o de denunciante. Com a promessa de que apresentará um dossiê com supostas irregularidades cometidas por integrantes da Justiça Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal, o juiz será ouvido amanhã pela Corregedoria da PF num processo em separado dos depoimentos já feitos envolvendo a Operação Anaconda.
Desta vez, Rocha Mattos diz que pretende levar ao conhecimento da PF - onde está preso desde 7 de novembro - uma série de contravenções cometidas nesses órgãos durante o período em que atuava numa das Varas criminais de São Paulo. O depoimento será acompanhado pelas procuradoras da República Janice Ascari e Ana Lúcia Amaral.
Ontem, Rocha Mattos voltou a depor no Tribunal Regional Federal (TRF). À desembargadora Therezinha Cazerta, relatora do processo da Operação Anaconda, o juiz negou as acusações que o envolvem no esquema. Desta vez, ele respondeu pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica, peculato e prevaricação. Na semana passada, o juiz foi interrogado no processo de formação de quadrilha. "Todas essas acusações deveriam integrar um único processo", disse o advogado do juiz, Alberto Toron.
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