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Au pair é sinal de experiência
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Programa de intercâmbio combina estudo e trabalho remunerado nos Estados Unidos |
Márcia Costa Da equipe do DIARIO |
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De segunda a sexta-feira, Andreza acorda cedo e já começa a preparar o café da manhã de quatro crianças. Depois de arrumá-las, é a vez de seguir com elas para a escola. O trabalho recomeça quando chega a hora de buscá-las, ao final da tarde, e o dia só termina quando todas estiverem dormindo. Há quase 12 meses, essa vem sendo a rotina de Andreza Valença, de 27 anos, no Texas, Estados Unidos. A estudante faz parte do intercâmbio conhecido como Au Pair, um programa que combina estudo e trabalho remunerado em casas de família, em sua grande maioria, americanas.
Todos os anos, centenas de candidatas de vários países, com idade de 18 a 26 anos, procuram o programa. A oportunidade de passar um ano num país diferente, adquirindo fluência em mais um idioma e ainda recebendo remuneração semanal, é o que leva essas meninas - geralmente de classe média alta e com formação superior - a deixarem o conforto de casa e encarar a rotina de uma família estranha. "A experiência é incalculável. No início não é fácil, a diferença cultural é grande, mas cada minuto passado por aqui vem sendo de muito aprendizado", assegura Andreza, professora de inglês no Recife e que descobriu o programa durante um Congresso em Salvador. Muitas au pairs fazem como a paraibana Sílvia Costa, 27 anos, que também aproveita a temporada em New Jersey para fazer um curso na sua área profissional, numa universidade. "Tinha abandonado o mestrado em Ciência e Tecnologia em Alimentos antes de vir para cá, e resolvi continuar os estudos na minha área".
Para tornar-se uma au pair, a candidata precisa ter experiência comprovada de 200 horas de trabalho com crianças, ter o segundo grau completo, nível intermediário de inglês, carteira de motorista e, por fim, ser solteira e sem filhos. A faixa etária é rigorosamente obedecida. "Quando eu decidi ser uma au pair, já tinha 26 anos. Foi uma correria para chegar nos Estados Unidos antes de completar 27", lembra Andreza. A remuneração é de US$ 139 por semana, totalizando US$ 7.089 ao ano. A au pair não precisa pagarhospedagem nem alimentação.
No Recife, a EF é uma das empresas que oferece o programa, chamado de Cultural Care Au Pair, sendo a única no Brasil a escolher as famílias anfitriãs. De acordo com Juliana Haluli, representante da EF, a seleção das interessadas começa a partir de uma pré-inscrição. "Depois chamamos a candidata para uma reunião, explicando o programa em detalhes, e realizamos uma entrevista individual", explica. Concluído o processo no Brasil, a incrição segue para Boston, onde uma equipe irá selecionar uma família para a candidata.
Se der sorte, a futura au pair pode ter uma resposta definitiva em menos de um mês. Foi o que aconteceu com a estudante de letras Tharcyla Cérgoli, de 20 anos. "Minha colocação foi super rápida, fiquei até surpresa. Depois de três semanas, eu já sabia que tinha sido aceita. Também não tive problemas para obter o visto", diz Tharcyla, que embarcou no último domingo para Nova York, onde irá passar por um treinamento de quatro dias na escola do Cultural Care.
Serviço
EF - Cursos no Exterior Fone: 3466.1566 www.ef.com pattour@superig.com.br
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