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Entrevista - Guilherme Robalinho
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Saúde contratou mais de 4 mil desde 1999 |
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Com um histórico de R$ 70 milhões investidos na recuperação da rede estadual de saúde desde 1999 e o aumento de mais de 100% no número de leitos de UTI (hoje são 309), o secretário estadual de Saúde, Guilherme Robalinho, voltou a se deparar com outro desafio: a insuficiência de profissionais na rede.
DIARIO DE PERNAMBUCO - Por que só agora o senhor decidiu fazer concurso público para a saúde?
Guilherme Robalinho - As pessoas esquecem que nós herdamos um concurso do governo Arraes, que valeu até 99, e nós prorrogamos sua validade por mais dois anos, de acordo com a lei. Até o início de 2001 nós chamamos muitos aprovados. A partir daí, começamos a fazer seleção simplificada. O governo atual não anulou o concurso passado. Chamamos até a última data. É bem verdade que ficaram alguns auxiliares de enfermagem para serem chamados, mas não podemos esquecer que nesta gestão 4.292 novos profissionais foram incorporados à rede de saúde, desses 1.430 são médicos, 685 foram selecionados no concurso feito em 97. Dizerque a gente não contratou médico não é verdade. Não fizemos outro concurso imediatamente porque estávamos investindo maciçamente na reforma dos hospitais. Nós tínhamos que primeira arrumar a casa, definir o perfil dos médicos e a quantidade necessária. Agora chegou a hora.
DP - O concurso vai contemplar funcionários de nível elementar, como os que trabalham na limpeza e os maqueiros?
Guilherme Robalinho - Não, o concurso será feito para funções específicas da saúde, como médicos e enfermeiros. O serviço de maqueiro é temporário. Ninguém quer passar o resto da vida como maqueiro, embora o Ministério Público entenda que pelo fato do maqueiro estar trabalhando em um hospital público ele tenha que ser concursado.
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