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TSE determina mais rigor para pesquisas eleitorais
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Intenção é fechar o cerco contra manipulação de resultados |
Helayne Boaventura e Paola Lima Da equipe do Correio |
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Na hora da eleição, candidatos usam as pesquisas eleitorais para exercitar a máxima de que "em política, o que importa é a versão, não o fato". Mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está de olho nesses políticos. As regras para a divulgação de pesquisas de intenção de voto estão mais rigorosas para as eleições municipais deste ano. A idéia é fechar o cerco contra os institutos de ocasião, as pesquisas manipuladas e as distorções na divulgação de resultados. E assegurar a credibilidade ao eleitor que se vale das pesquisas para orientar seu voto. Depois do vexame dos institutos de pesquisa em 1998, o TSE começou uma cruzada para moralizar o setor, recheado de acusações de corrupção e fraude.
Para controlar o uso eleitoreiro das pesquisas na disputa deste ano para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores, a instrução normativa do Tribunal burilou as regras que nortearam a disputa em 2002. Uma das principais vantagens é que há mais transparência na confecção de uma pesquisa eleitoral. Fica liberado oacesso, verificação e fiscalização dos métodos científicos, dos modelos de tabulação e mesmo dos questionários aplicados.
Partidos políticos sempre reclamaram que não conseguiam obter detalhes sobre pesquisas suspeitas. A Justiça Eleitoral sabe que pesquisa é assunto sério. Todo candidato quer estar no topo da lista dos preferidos e não perde a oportunidade de interpretar os resultados a seu favor. Para evitar reclamações em terreno movediço como as eleições, antes de baixar a norma, o TSE chamou para conversar os interessados diretamente no assunto: donos de institutos de pesquisa e os partidos políticos.
Com isso, conseguiu reduzir as críticas à regra deste ano. Pesquisadores e políticos chegam perto de um consenso na hora de elogiar o tratamento dispensado às pesquisas eleitorais. Apesar de serem mais cobrados, os institutos se sentem mais seguros.
Na hora de gabar-se de estar na dianteira da disputa, o candidato terá de ser preciso ao reproduzir a pesquisa eleitoral, por exemplo, no programa gratuito da televisão. Isso evita que o político distorça os dados a seu favor. Outra novidade é que a partir de agora, partidos e coligações também serão cobrados pela divulgação correta das pesquisas. Antes, apenas os institutos eram punidos.
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