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Edição de Segunda-Feira, 19 de Janeiro de 2004 
Brasil | Mulher admite assassinato do marido
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BRASIL
Mulher admite assassinato do marido
ILHABELA
 
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A advogada Eneida Campos Ferreira Agel, 42 anos, confessou, segundo depoimento prestado à Polícia Civil anteontem à tarde, que matou o marido, o fazendeiro Colemar Rodrigues de Resende, 68 anos, em uma discussão dentro da casa do casal em um condomínio de luxo de Ilhabela (SP), no dia 14 de dezembro passado. Agel conseguiu um alvará de soltura e foi libertada na noite de anteontem, depois de passar por exame de corpo de delito, seguindo para Goiânia (GO), onde mora sua família.

  Segundo o depoimento, na manhã do dia 14, o casal teve uma discussão, e Resende agrediu a mulher, atirando uma cadeira contra ela e a jogando no chão. O fazendeiro pegou um frasco de álcool para atear fogo em Agel, que reagiu. Na luta, o álcool caiu tanto no corpo da vítima quanto no da mulher. Ao tentar queimá-la, o fazendeiro também ateou fogo no próprio corpo. Agel ainda está tratando as queimaduras na mão e na perna direita.

  Rezende alcançou um objeto para agredir a mulher que pegou um pedaço de ferro para se defender. A partir daí, Agel disse não se lembrar direito do ocorrido. Afirmou que os dois continuaram se batendo e que parou quando viu o sangue pelo chão da casa. Quando o motorista chegou, Agel pediu para ser levada à Goiânia. A Promotoria é quem vai decidir se pedirá a prisão preventiva de Agel.

  Essa foi a terceira versão apresentada por Agel. Ao ser presa em Goiânia no dia 7 de janeiro, ela disse que não sabia que o marido havia sido assassinado. Na segunda versão, a acusada afirmou que ela e o marido foram vítimas de um seqüestro relâmpago. Segundo a polícia, Rezende morreu carbonizado e teve o rosto desfigurado pela barra de ferro. O corpo foi encontrado três dias depois, por um vizinho.

Comentários dos Leitores
"Após 1 ano e 26 dias continuamos sem resposta. A família
ainda chora a perda e sofre pela impunição. A assassina confessa permanece solta, impune, livre e feliz em Goiânia. Meu Deus, as pessoas dizem que a Justiça é cega. Mas será ela também cruel e esquecida? Peço a ajuda dos meios de comunicação para que este não seja mais um caso
de esquecimento. Estamos muito inconformados e eu particularmente peço retorno.", Atenciosamente, Valéria Mezzetti (irmã do genro da vítima), por e-mail
 
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