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Índios ameaçam fazer suicídio coletivo em MS
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EXPULSÃO |
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CAMPO GRANDE - Às vésperas do fim do prazo determinado pela Justiça federal para a desocupação de 14 fazendas invadidas por caiovás-guaranis, os 3,2 mil índios em Japorã e Iguatemi falavam ontem em "matar ou morrer" para resistir à ordem de despejo ou até mesmo praticar suicídio coletivo. Um domingo tenso e de muita tristeza foi descrito pelos quatro principais caciques que comandam as invasões das propriedades rurais no extremo Sul de Mato Grosso do Sul, na divisa com o Paraguai.
Hoje, vence o prazo para que os indígenas deixem pacificamente a área, que chega a 9.400 hectares, mas a Polícia Federal e a Polícia Militar se preparam para promover a desocupação apenas a partir de quarta-feira. Para evitar o confronto, a Funai intensifica a partir de hoje as negociações com os caciques.
O procurador da República em Dourados, Ramiro Rockenback da Silva, estará hoje em São Paulo para tentar derrubar no Tribunal Regional Federal da 3ªRegião a decisão do juiz Odilon de Oliveira que, na quinta-feira passada, determinou a reintegração de posse. A iniciativa, porém, não tem o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai). O procurador acredita garante possuir vários documentos que comprovam serem todos os 9.400 hectares em questão terras indígenas. O governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, diz que não existe base legal para deixar as áreas em disputa com os índios e insiste que as desocupações deverão começar hoje.
Enquanto isso, a Funai está reforçando o diálogo com os índios para tentar uma saída pacífica. As negociações estão sendo feitas por quatro indigenistas e por um enviado de Brasília que será o responsável pela interlocução direta entre a Funai, os índios, o Governo estadual, a PF e a Justiça Federal.
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