O ano de 2003 foi também uma página importante para o cinema pernambucano por causa de Amarelo Manga, de Cláudio Assis. O longa-metragem, o terceiro de Pernambuco em dez anos, foi um dos filmes mais premiados da safra nacional, começando o ano depois de ter sido o grande vencedor do Festival de Brasília no fim de 2002. Ao todo, 23 prêmios foram conquistados, além dos elogios da crítica. Só no Cine Ceará, Amarelo Manga levou dez troféus.
No Festival de Berlim, o longa, que ainda vai estrear no exterior, recebeu o prêmio de Melhor Filme do Fórum do Novo Cinema, concedido pela Federação Internacional dos Cinemas de Arte.
Em novembro, o filme ganhou uma matéria elogiosa no The New York Times, jornal norte-americano que nem sempre abre tanto espaço para produções brasileiras. Esses dois exemplos apenas comprovam a universalidade do filme, que acompanha a vida de moradores dos morros de Casa Amarela e do Centro do Recife (apesar de não mencionar o nome da cidade nos diálogos).
Mesmo fazendo um retrato cru do Recife, Amarelo Manga promoveu o nome de Pernambuco no Brasil e no Mundo e obteve um raro reconhecimento em sua carreira, mas vale mencionar que Cláudio Assis fez questão de sempre reclamar do Governo do Estado, que não teria dado o apoio que deveria durante as filmagens. Outro episódio polêmico envolvendo o filme de Cláudio Assis aconteceu no Cine PE, o Festival de Cinema do Recife, que não o convidou para participar da competição oficial.
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