Sobreviver onze anos entre as oito melhores duplas do Brasil é o único motivo de alegria para a dupla pernambucana Lula/Adriano Francismar neste final de temporada. A expectativa de fechar o ano com o título em casa acabou nas quartas-de-final, sábado, depois de permitir uma virada diante de Roberto Lopes/Luizão (2 sets a 1, parciais de 18/16; /18 e 11/15). "Poderia ter vencido qualquer um, mas infelizmente erramos na hora errada", lamentou Adriano.
Realmente a palavra que define 2003 para a mais antiga dupla do País é frustração. Isso porque Lula e Adriano começaram a temporada extremamente motivados, com patrocínio novo (Hipercard) e com o título da etapa de Londrina - a segunda do calendário. Vinham na terceira colocação do ranking brasileiro e a vaga para o Pan-americano era praticamente certa, até que uma contusão em Lula tirou a dupla de três etapas (primeira frustração). A queda no ranking foi inevitável e, conseqüentemente, acabaram as chances de ir ao Pan (segunda frustração).
A chance de recomeço veio nos Challengers - torneios no meio da temporada e sem a participação das principais duplas, que disputam na época as etapas européias do Circuito Munidal. Dois títulos de Challenger, em Belém e Manaus, recarregaram as esperanças para o resto da temporada, principalmente porque seria a vez das etapas nordestinas. Porém, foi a vez de Adriano Francismar se machucar e o rendimento da dupla voltou a cair. "Diante de tantos imprevistos, a gente nem pode dizer que foi um ano ruim", comenta Adriano Francismar.
FUTURO - Os planos da principal dupla pernambucana dependem da renovação de contrato com o patrocinador. Essa decisão deverá acontecer em janeiro. "Dependendo do que ficar acertado, traçaremos nossas metas. O contrato que temos nos limita às disputas locais e assim, a gente acaba ficando de fora do Circuito Mundial. Mas, desde já, temos como objetivo voltar a ficar entre os três do País, assim como fizemos ano passado", concluiu Adriano.
Sobre a disparidade que se viu nesta temporada no Circuito, opernambucano fez questão de ressaltar que o novo regulamento da competição também influiu para que as mesmas duplas se revezassem nas finais. Isto porque as quatro primeiras colocadas no ranking começavam sempre as etapas numa fase à frente - o que diminuia bastante o desgaste delas. "Acho que a fórmula é boa, mas deveria ser para 32 duplas e não para 24, privilegiando algumas", analisa Adriano Francismar.
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