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Edição de Sábado, 20 de Dezembro de 2003 
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Opinião
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Sigilo em discussão

O DIARIO noticiou, e é verdade: a Assembléia Legislativa do Estado resolveu deixar para o ano que vem a discussão recém-iniciada sobre a adoção do voto secreto para um sem-número de matérias sobre as quais se debruça o respectivo plenário. Não é de hoje, nem de ontem, que este periódico vem manifestando a crença inabalável de que o voto secreto da representação popular na Casa de Joaquim nabuco - e em todo e qualquer conglomerado institucional e legislativo - é um retrocesso que poderia nivelá-la aos modelos medievos da mais pequena notoriedade.

  Mesmo o voto secreto do eleitor comum, ainda que estabelecido para a respectiva defesa e incolumidade, deixa bastante a desejar do ponto de vista dos valores alvitrados pela democracia. Ele pressupõe a ocorrência de desmandos autoritários contra o indivíduo, a persistência em nosso meio de políticos capazes de cometer atrocidades de natureza política. Imagina que os tempos desta terceira república não são outros, porém, os mesmos em que falava alto e bom som o coronel dos grotões eleitorais, onde não entrara ainda o discernimento e o desassombro do eleitor, bem assim a vigilância da justiça e da Imprensa livre. Não mais temos o voto de cabresto, o voto atribuído a troco de um par de alparcatas. Como ideal democrático, ficaria melhor para a cultura política hodierna que ao eleitor fosse dado o direito de proclamar, se o desejasse fazer, em quem votou e para qual legenda concorreu nas eleições.

  Imagine-se o que será para a democracia o voto secreto do representante do povo, em lugar do voto aberto, sonoro, claro dos parlamentares. O voto secreto conspurca a prestação de contas do representante vis-a-vis do representado. Compromete a transparência que é condição indispensável desse intercâmbio permanente de um com o outro que realimenta o próprio exercício do mandato. O voto secreto é uma sombra que levamos onde por definição só deveria haver luz, altaneria, correção e civismo acima de qualquer conveniência.

  Na Câmara Federal corre, célere, o projeto de emenda constitucional de iniciativa do deputado pelo Distrito Federal José Roberto Arruda, cujo destino é tolher, no país inteiro, toda iniciativa que vise estabelecer, no âmbito do Poder Legislativo, o malsinado voto secreto. Dissemos célere. Sim, e só não tramita mais depressa porque o Legislativo Federal anda a braços com o término das votações não menos relevantes das Reformas Previdenciária e Tributária, bem assim do Orçamento da União para 2004. Mas, a Imprensa tem registrado que o propósito do ex-senador foi extraordinariamente bem acolhido nas comissões técnicas, não havendo vaticínio que aposte na sua rejeição, ao contrário. Ouvidos, inúmeros senadores também se manifestaram favoráveis a uma das emendas constitucionais que melhor interpretam o sentimento de transparência e moralidade dentre tantas outras matérias de interesse coletivo sob apreciação legislativa.

  Coerente com o cenário federal, a Assembléia Legislativa deixou para o próximo exercício, se cabível, prosseguir na discussão do projeto.


O berço da palavra

Márcio Cotrim
DIRETOR EXECUTIVO DA FUNDAÇÃO ASSIS CHATEAUBRIAND

Galo canta sempre de madrugada, anunciando uma nova aurora. Conta a Bíblia que um deles, saindo da rotina, cantou, digamos em edição extraordinária à meia-noite de 24 para 25 de dezembro. Também, não era para menos.

  É que, precisamente naquele instante, numa humilde manjedoura da cidade de Belém, nascia um menino predestinado a mudar a história da Humanidade, e que se chamaria Jesus. O galo, arauto de um novo dia, tornava-se arauto de uma nova era.

  Como lembrança e reverência a um fato tão transcendental, até hoje os católicos de todos os quadrantes se reúnem na chamada Missa do Galo. Nela, saúdam o Cristo e a mensagem de fraternidade trazida por Ele a todos os homens de boa vontade. A tradição se renovará na próxima quarta-feira celebrando aquele sagrado momento na gruta da Natividade. Ogalo precursor, ao soltar seu bendito cacarejo, nunca poderia imaginar a importância que ele teria. Ou será que já sabia?

  Gari - A palavra surgiu quando o Imperador Pedro II, em 1876, contratou a empresa Aleixo Gary Ltda. para executar a limpeza urbana na então imunda cidade do Rio de Janeiro. Com o passar dos anos e a continuidade bem feita do serviço, o nome gari passou a ser empregado como sinônimo de lixeiro, laboriosa classe que corre uma maratona por dia...

  Carioca - Uma expedição chegou ao Brasil em 1503, chefiada por Américo Vespúcio. Dela participava o português Gonçalo Coelho. Desembarcado, foi morar no Rio de Janeiro, às margens do rio Maracanã e lá construiu uma casa quadrada. Para os índios, que habitavam a região, aquilo era incomum, pois suas habitações eram ocas e circulares. Assim, passaram a chamar o lugar de casa do branco. Em tupi, carioca (cari = branca, oca = casa).

  Kombi - Ela veio ao mundo em 1950. Seu nome por extenso, em alemão, é Kombinationfahrzeug, ou seja, de uso misto, tanto para o trabalho como para conduzir passageiros. Foi o primeiro veículo produzido pela Volkswagen no Brasil e ficou conhecido popularmente por pão de forma, era só olhar para ele. Dava, também, a impressão de que podiafacilmente capotar numa curva, mas isso, consta, jamais aconteceu. Pouco mudou até hoje, continua desfilando pelas esburacadas ruas e estradas brasileiras com o mesmo jeitão.

  Malária - Conhecida por febris maledicta, febre maldita, reduzida para maleita ou malária. Dá calafrios e suor intenso. O nome vem do italiano mala aria (mau ar) - pois, nesse idioma, ar é substantivo feminino. Antônimo de Buenos Aires, os bons ares da capital argentina. A receita para a cura, no começo, era insólita: tiros de canhão para matar o mosquito transmissor, coisa rigorosamente inócua, pois só alguns eram alvejados e abatidos, milhões sobreviviam e continuavam contaminando as pessoas! Tratada com doses maciças de quinino, ainda não foi debelada no planeta, inclusive no Brasil. Se você tiver que viajar para a Costa do Marfim, um dos países mais infestados pela moléstia, trate de prevenir-se com boa dose de quinino, senão já viu...

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  O engenheiro Roberto Schnebalg, do Recife (PE), argentino há 28 anos no Brasil,fica embatucado com certas expressões nossas como pois não querendo dizer sim e pois sim querendo dizer não. É que pois não, no sentido de sim, é forma abreviada de dizer, por exemplo, "pois você pensa que eu não vou fazer?" e pois sim no sentido de não, é forma abreviada de dizer, por exemplo, ññvocê pensa que sim; eu nãoññ. Ô idioma complicadinho o nosso, hein?

n e-mail:
marcio.cotrim@correioweb.com.br

Quidute, os contos de Eça e o Natal

Dagoberto Carvalho Jr.
ESCRITOR

Registro, com muito agrado e algum atraso, a mais recente viagem do "procurador maior dos feitos (senão) da Igreja em Portugal" - como foi o Conde de Abranhos, personagem central do livro eciano de mesmo título - dos interesses da Sociedade Eça de Queiroz, do Recife, José Quidute Neto. Quidute é um dos pró-homens do movimento, "descoberto" por mim, na lista telefônica, a partir de indicação do presidente-fundador Paulo Cavalcanti, nas sessões sabatinas do grupo histórico - integrado, também, pelo jornalista-escritor e atual chanceler, Gladstone Vieira Belo - em sua acolhedora casa de Beberibe. Era 1993 e já nos preparávamos - redimensionando o antigo Clube de Amigos - para as festas comemorativas do sesquicentenário do criador de Fradique Mendes, personagem com quem, aliás, já se vai, até, tornando parecido o nosso procurador. Pela francofilia que o tem levado, anualmente a Paris e, sobretudo, pelo apego telúrico ao Portugal ancestral e aos sabores da culinária fradiqueana "coeva da monarquia", cuja pesquisasociológica o faz conhecido de todos os maitres dos bons restaurantes lisboetas da Rua das Portas de Santo Antão. Do circuito Paris-Lisboa, não costuma escrever. Não há tempo para cartas. Nisso não saiu a Fradique. Também pudera. Está, sempre, acompanhado de Clélia, no assumido papel tutelar da Madame de Jouarre - ou mais, romanticamente - de sua Varia Lobrinska.

  O reconhecimento e o apreço vieram logo e, da maneira mais gratificante: o casal fez coincidir com o lançamento de A Cidadela do Espírito, sua vigem de "descoberta" de Portugal, para prestigiar a festa do restaurante Jardim do Marquês, no limite geográfico de Lisboa / Oeiras, na boa companhia, também, de Dário de Castro Alves (que fez a apresentação do livro), Alfredo e Carolina Campos Matos (ele, autor do Dicionário de Eça de Queiroz) e Nazaré e José Martins (simpáticos "beirões", cuja amizade herdei do velho Eduardo Cardoso - ele, "beirão", de verdade - que foi grande no Sport Club do Recife). Com o procurador, corri todos os alfarrabistas da Baixa e do Bairro Alto. Com o casal, fizemos, Cristina e eu - de comboio - inesquecível roteiro eciano de Leiria e Coimbra, onde chegamos no dia da festa acadêmica de "Queima das Fitas". Impressionante a alegria de Quidute com as cores da festa e com os novos bacharéis da velha Universidade, a quem perguntava, irreverente - embaraçando-os - pelo reitor Basílio Alberto de Souza Pinto, do tempo de Eça. Em Leiria, revisitado o cenário de O Crime do Padre Amaro, tentamos flagrar o Administrador do Conselho, de sua varanda, "a depravar a mulher do Teles" e almoçamos na tasca em que se transformou o "rés do chão" da legendária Botica do Carlos, onde já não se ouve o disse-me-disse da Amparinho, sempre preocupada com os amores "eclesiásticos" da menina Amélia. Fomos, noutro dia, à Mealhada e encontramos - no almoço do Pedro dos Leitões - o cirurgião amigo Luiz Domingues, do Recife; à época, companheiro, no Conselho Regional de Medicina. Haja coincidência!

  Da última viagem (em que recebeu, para jantar - regado a bomvinho do Alentejo e recordações do Recife - Carolina e Campos Matos, no restaurante Varanda de Lisboa, do Hotel Mundial), trouxe-me, Quidute, o novo volume da Edição Crítica da Obra Completa de Eça de Queiroz, Contos II, que enfeixa os póstumos: A Catástrofe, Um dia de chuva, Enghelberto e Sir Galahad, com fixação de texto, introdução e notas de Marie-Hél×ne Piwnik. Belo e rico presente de Natal, tempo que, entre tantas lembranças, recria, na memória do articulista, os "berços" da infância - em Oeiras do Piauí - e os presépios de A Cidade e as Serras, onde "por cima de Tormes há [sempre] uma estrela clara". Havia-os na própria Quinta, em Guiães (armado pelo Zé Fernandes, "o homem fatal de Noronha e Sande") e na Flor da Malva. Quase personagem dessas estórias, alegro-me com a oportunidade de viver e desejar os mesmos sentimentos de paz e solidariedade "do menino [Jesus, de Santa Cruz do Douro, descrito por Eça], que da sua lapinha, abria os braços, coroado por uma enorme coroa real".


O presente

Cléo Nicéas
CONSULTOR DE EMPRESAS

A mídia aquecida com ofertas tentadoras para conquistar o consumidor, envolvido por promoções no ponto de venda. Em cada local presépios tentam criar um clima de emoção para um Natal onde Papai Noel anda sempre ou quase sempre de trenó sobre neves artificiais. Um Natal sem fome é o apelo social para um mundo de desempregados habitantes de um país de nordestinos nanicos por desnutrição, semialfabetizados e sem renda que, espremidos por uma prensa, tentam ainda ter uma esperança numa crença que um dia, renasça uma força capaz de lhes proporcionar um Natal onde o presente maior seria viver com dignidade.

  Olha aqui, caro leitor, tenho um rim para lhe oferecer, ainda sou saudável e basta um para que eu possa viver. Vem cá, caro conterrâneo, não tenho grana para lhe comprar, mas conheço um gringo que pode pagar, necessito apenas de algumas horas e até de avião você vai andar e um país desenvolvido irá conhecer. Será muito bom com o dinheiro dessa venda um ano você pode passar sem trabalhar, e até uma casa de favela você pode comprar! Nela você monta uma árvore de Natal e presentes para seus filhos Papai Noel vai entregar.

  Tudo certo, negócio fechado. Um corte no tórax vai ficar, mas com o uso de camisa ninguém vai perceber, porém, a cicatriz da alma nunca vai apagar. Também nesse período as cidades ficam lotadas de turistas, muitos chegam sozinhos, nossas praias são maravilhosas e jovens de ambos os sexos nelas são produtos que também estão a se promover, são bonecos humanos que precisam viver, afinal para esses conterrâneos também é Natal e presentes para os seus precisam comprar. Mas cadê a policia que não prende? Isso é um absurdo! Não, isso não pode acontecer, afinal esse turismo é fundamental para o mercado e importante para aquecer as vendas nesse Natal, avisa um profissional do setor. Afinal, disso eu entendo, sou formado, sou doutor, conclui.

  Um barreiro seco, um pasto queimado os animais magros e os perus importados. Isso também não importa, vivemos num mundo globalizado, afinal nosso Natal é encarnado,Papai Noel tem barba branca e de água ele não precisa, também é um produto importado e quando acaba dezembro para o seu país ele retorna, pois sua missão está cumprida. Trabalhou muito pouco, mas muito faturou os poucos que ainda podem os importados comprar, mas os figurantes que vivem aqui para a realidade de um novo janeiro retorna as chuvas são poucas, o São Francisco chora, mas aí aparece um político que logo propõe: figurante de Papai Noel tenho um carro pipa para você "cheinho" de água e isso não está para vender, basta apenas votar em mim na eleição que vem aí.

  E para matar a sede o negócio está fechado, como resultado uma cicatriz fica na consciência que isso está errado, mas para um desempregado, faminto nordestino será sempre perdoado, até quando não se sabe, pois o sentimento que fica é a saudade dos que daqui têm que partir para a eternidade na esperança de encontrar pelo menos por lá, a luz de um Deus, no Natal da fraternidade. O presente real que neste Natal espero encontrar. Feliz Natal realpara todos.


A porcelana

Roque de Brito Alves
ADVOGADO E COLECIONADOR

1 - No Século XIII, a Europa conheceu a porcelana, trazida por Marco Pólo, ao retornar da China, porém somente no Século XVI, em Rouen (França) foi iniciada a sua fabricação que imitava o maravilhoso azul-branco da porcelana chinesa. Em 1710, em Meissen (Alemanha), em 1718, em Viena, em 1756, em S×vres (França) surgiram as grandes manufaturas de porcelana (louça fina, de pasta forte, translúcida, composta principalmente de coalim, feldspato e quartzo, queimada sob alta temperatura), seguidas pelas de Paris, Limoges, Berlim, Nápoles, Buen Retiro (Espanha), Vista Alegre (Portugal), Delft (Holanda), além das inglesas (Derby, Bow, Wedgwood, Wordcester, Chelsea, Davenport, etc.). As melhores porcelanas foram as de S×vres e Meissen, com as suas famosas marcas de espadas cruzadas e "L" entrelaçados, na alemã pelo escudo da Saxônia e na francesa homenageando o Rei Luís XV.

  2 - Todos os estilos artísticos estiveram presentes na arte da porcelana, como o Barroco e o Neo-Rococó (Sobretudo em Meissen, no Século XIII,e em Paris, 1830-1870, sob a influência do estilo de Jacob Petit), o Império ou Neo-Clássico (especialmente nas fábricas e ateliers de Paris e de Viena, no período 1790-1830), o denominado "Vieux Paris" (1770-1870, de rica decoração a ouro e floral nos vasos e jarros), o "Art Nouveau" (1890-1914), o "Art Déco" (1920-1940), sempre refletindo a cultura, a vida social e os costumes de um certo país.

  3 - Nos serviços de chá e café, nos objetos de decoração (vasos e jarros), a decoração era a ouro em relevo (especialmente, na porcelana Imperial de Viena, nas bordas dos pratos no Século XIX) ou brunido (como na porcelana de Paris de estilo Império, 1800-1830, nos vasos sob a forma de ânforas greco-romanas) ou em pintura à mão, ou impressa, de excepcional beleza, em todo o corpo da peça ou em seus medalhões (ou reservas), sempre tendo como tema ou motivo de inspiração a reprodução de quadros de pintores célebres as cenas românticas ou galantes de Watteau, Boucher e Fragonard, pintores franceses do Século XVIII),de paisagens campestres (tendo como modelos os pintores holandeses do século XVII, os "old masters"), de cenas históricas ou mitológicas ou da vida quotidiana bem como de pássaros exóticos, de aves do paraíso (porcelana inglesa e francesa do século XIX).

  4 - Particularmente, destaquemos o "biscuit" (porcelana fosca, sem brilho, sem esmalte, sem decoração) surgido em S×vres, na 2ªmetade do Século XVIII, sempre branco pois procurava imitar o mármore das antigas esculturas ou estátuas gregas e romanas, reproduzindo personagens de fantasia ou da nobreza ou grupos, de alto requinte ou perfeição em sua fabricação, de anatomia bem detalhada. Os policromados, os com decoração surgiram na França, a partir de 1840 - principalmente em Paris, com Gille, Baury e Vion - ao passo que as pequenas estatuetas com esmalte, brilho (impropriamente chamados de "biscuit" em nosso país), em Meissen, nos fins do Século XVIII.

  5 - A nobreza brasileira, ao tempo do Império, desde o Imperador D. Pedro I, encomendava a sua louça brasonada e monogramada na Europa, de preferência na França (Paris e Limoges), exibindo a nossa aristocracia do açúcar, café e cacau, em suas mansões de engenhos e de fazendas, imensos serviços de mesa e peças decorativas (vasos e jarros) da melhor porcelana européia do século XIX (a francesa, principalmente).

  6 - Em relação à porcelana oriental, a chinesa desenvolveu-se por mais de 2000 anos, porém foi durante os séculos XVII e XVIII que despertou o maior entusiasmo na Europa devido à sua alta técnica e qualidade, através de várias dinastias, sobretudo com a porcelana das denominadas "famílias" - verde, rosa, negra (muito rara) -, períodos (ou dinastias) Sung, K'hang-hsi, Cháing, Yuan, Ming, Qing, Yung Cheng, etc., com os seus simbolismos na sua decoração - célebre "azul e branco" -, o domínio da cor azul-cobalto (tecnicamente muito difícil) em seus vasos monumentais, etc., e com as suas marcas que necessitam de complexa interpretação.

  7 - Por sua vez, a porcelana japonesa ficou famosa através de nomes como Imari, Arita, Kakiemon, Satsuma, etc., como origem ou estilo de decoração na arte da porcelana, passando a ser rival da chinesa por sua beleza e qualidade, porém inicialmente (segundo os historiadores) procurava imitar o estilo, as cores, etc., a decoração, afinal, da porcelana chinesa, o que ocorreu, também, com a européia, sobretudo no Século XVII.

  8 - Particularmente, o Museu do Estado de Pernambuco contém, em seu magnífico acervo, peças as mais expressivas tanto da porcelana oriental como da européia (sobretudo a francesa), de várias épocas e estilos - o que se comprova com as fotos deste livro -, peças cada vez mais raras (inclusive nos museus europeus) e preciosas em uma coleção de alto nível.

 
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