CAIRO - A filha mais velha do ex-ditador iraquiano disse ter chorado muito e ficado abatida ao ouvir as notícias de que seu pai teria sido capturado e comentou durante entrevista que a divulgação das imagens de Saddam Hussein tinha como objetivo desmoralizar os árabes.
Raghad Saddam Hussein reiterou em entrevista concedida ontem à CNN em Amã, na Jordânia, que a família exige "um julgamento justo e com supervisão internacional" para seu pai. "Temos o direito, como filhas dele, de indicar um advogado para defendê-lo", declarou. "Trata-se de um direito legítimo para qualquer ser humano".
O mesmo direito não foi concedido a seu marido nem a seu cunhado sete anos atrás. O tenente general Hussein Kamel e seu irmão, Saddam Kamel, foram mortos em fevereiro de 1996, aparentemente a mando do então presidente do Iraque, Saddam Hussein, pouco depois de retornarem da Jordânia, onde refugiaram-se um ano antes.
AJUDA - Hussein era marido de Raghad, enquanto Saddam era casado com Rana. As viúvas e os filhos moramatualmente em Amã, onde obtiveram asilo em julho último. Raghad já havia pedido um julgamento justo a seu pai em uma entrevista por telefone à emissora de televisão Al-Arabiya concedida logo depois da prisão de Saddam Hussein.
Questionada sobre se acreditava que seu pai teria um julgamento justo, ela respondeu: "É claro que eu não acredito que ele receberá um julgamento justo, pois o mesmo será conduzido por uma parte ilegítima". Saddam e sua mulher, Sajida Khairallah Telfah, tiveram três filhas e dois filhos. Os dois irmãos, Uday e Qusay, morreram em um tiroteio com forças americanas em Mossul em 22 de julho.
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