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Clássico da Ubisoft com selo de melhor em ação
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Continuação do Prince of Persia: Sands of Time desembarca no Brasil |
Marcelo Oliveira Especial para o DIARIO |
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Um dos maiores clássicos do PC ganha outra continuação: Prince of Persia: Sands of Time é o mais novo título da Ubisoft que chega ao Brasil. O game traz muitas novidades e ainda detém o título de melhor jogo de ação e aventura na última feira internacional de games, a E3.
Embora se baseie num clássico, não é necessário conhecer as versões prévias para curtir essa nova. Logo no começo ele adquire a adaga do tempo, onde um maligno vizir o convence a usá-la erroneamente, quebrando uma ampulheta gigante e libertando as areias do tempo, que dominam todo o reino transformando os cidadãos em zumbis. Somente ele, o vizir e uma mulher (Farah) escapam. O príncipe terá que lutar para colocar seu reino no normal e derrotar o vizir.
Mas a adaga vai ajudar o príncipe em muitos momentos, principalmente se ele realizar um movimento errado e morrer. A adaga tem a propriedade de voltar o tempo para um momento antes de realizar a proeza que o fez perder a vida, ao custo de um tanque de areia, que você vai adquirindo duranteo jogo ao destruir as criaturas de areia que o atacam.
A melhor coisa do jogo está no esquema de controle. O príncipe possui uma habilidade excepcional e consegue realizar movimentos pra lá de difíceis. Ele, no melhor estilo Homem-Aranha, consegue andar pelas paredes ao correr na horizontal, desafiar a gravidade e alcançar uma certa altura pegando impulso em uma parede, saltando de volta para a que está ao lado e voltando novamente para a primeira, isso em três pulos; e ainda vai escalar, se balançar em cordas e pular de pilastra em pilastra. Ufa! Ele pode ser considerado o maior acrobata em jogos nos últimos tempos. O mais legal é que ele pode combinar vários movimentos diferentes em seqüência e eles realmente aparentarem reais, são muito convincentes.
Você também precisará ter um timing muito bom, como no original. Para passar por algumas armadilhas em seqüência, o príncipe vai ter que fazer os movimentos certos, na hora certa, do contrário terá que começar a ação toda novamente. O jogo dá sempre um breve vislumbre do que vem à frente permitindo-lhe antever sua ação para diminuir a quantidade de tentativas frustradas, embora isso não facilite o processo final.
Nas lutas, o príncipe se mostra um verdadeiro mestre das armas com a sua cimitarra. Ele consegue fazer inveja aos maiores lutadores de Kung-fu, acertando vários inimigos próximos, virtualmente dançando entre eles. Ao acertar os inimigos com a adaga, eles param congelados por um tempo para que você conclua um ataque. Nos quebra-cabeças do game, ele contará com o auxílio imprescindível de Farah, que em alguns momentos lhe dará dicas, ou o auxiliará a passar por uma dificuldade. Ela conseguirá atravessar por espaços extremamente pequenos para abrir o caminho a partir de outro local, que não seria possível atingir por conta própria.
O som do jogo está bem empregado, a voz que dubla o príncipe é ideal e os efeitos sonoros estão bem colocados. Há até um quebra-cabeça que vai depender de quanto o seu ouvido está afinado. Os gráficos do jogo impressionam, com cenários fantásticos, embora os personagens em si pareçam um pouco piores. Entretanto, há um grande problema na parte do vídeo: para rodar, ele requer uma placa aceleradora 3D de 64 MB e ainda precisa ser uma GeForce 3 ou superior (com exceção da Geforce 4 MX), uma ATI Radeon 8500 ou superior, ou uma Matrox Parhelia. Infelizmente, o jogo não é para todos.
marcelo@pernambuco.com
Para rodar
Windows 98 SE/ME/2000/XP DirectX 9.0b (incluso) Pentium III ou AMD Athlon de 800 MHz, ou equivalente 256 MB de RAM NVIDIA GeForce 3 ou superior, ATI Radeon 8500 ou superior 1.4 GB de espaço livre em disco
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