A obrigatoriedade da venda fatiada da rede sergipana G. Barbosa pode ser considerada um empecilho na venda dos ativos do grupo holandês Royal Ahold no Brasil. Essa é a avaliação de fontes ligadas a um dos grupos interessados no Ahold. A insatisfação é maior porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) excluiu as lojas mais importantes, entre elas, os hipermercados. A medida poderá, inclusive, influenciar na decisão da gigante norte-americana Wall Mart - principal interessada nos ativos do grupo. Isso porque, segundo os especialistas, o foco maior da varejista é justamente as lojas de grande porte, obedecendo ao formato das unidades americanas.
De acordo com o relator do processo emitido pelo Cade, Cleveland Prates Teixeira, dezesseis das 32 lojas da rede G. Barbosa, mais seu centro de distribuição, terão de ser vendidas em três blocos para outro comprador. Treze blocos e uma central de distribuição em Aracaju fazem parte do primeiro bloco.
Uma unidade em Salvador representa o segundo, e duas lojas em Feira de Santana, também na Bahia, formam o terceiro. Neste caso, um mesmo grupo poderá ficar com este três blocos. Ao que tudo indica, a insatisfação da rede norte-americana seria porque no lote das 16 lojas que serão vendidas em separado, estão os oito hipermercados da rede sergipana.
Entretanto, a decisão do Cade é fundamental para a conclusão da alienação dos ativos do Ahold no Brasil, que além da rede G. Barbosa, é controlador do Bompreço e da emissora de cartão de crédito Hipercard.
As empresas foram colocadas à venda no começo de abril, assim como outros negócios do grupo na América Latina. Mas uma liminar da Justiça de Sergipe impedia a venda da G. Barbosa e Bompreço para o mesmo comprador, para evitar concentração de mercado.
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