Os usuários dos planos de saúde antigos, contratados até 2 de janeiro de 1999, com doenças preexistentes, poderão ser obrigados a cumprir carência quando migrarem para os novos contratos, se o nível da migração for inferior a 70% da carteira. Do total de 38 milhões de usuários do sistema de saúde suplementar, cerca de 22,6 milhões permanecem com contratos antigos. A proposta é da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), para quem só compensa adotar a política de migração com amplas coberturas e sem exigir carências, se a adesão ficar entre 70% e 75%.
As novas regras de migração dos contratos antigos para os novos devem ser anunciadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na próxima terça-feira. A agência vai definir as variações dos reajustes das mensalidades de acordo com o nível de adesão. As empresas do setor reivindicam entre 30% e 35% de aumento para cobrir os custos absorvidos das carteiras antigas. A ANS estuda um percentual de apenas 3% para os planos pequenos com até 10 milusuários. As demais empresas terão que comprovar com planilhas de custos que precisam de um reajuste maior para absorver as coberturas. O presidente nacional da Abramge, Arlindo Almeida, disse que as empresas não vão aceitar a migração seletiva.
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