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PIB do País acumula total de R$ 1,1 tri
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Inflação fez aumentar consumo das famílias, segundo o IBGE |
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RIO - Nos nove primeiros meses do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro somou R$ 1,1 trilhão. Desse total, R$ 117,8 bilhões são impostos que incidem sobre produtos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em igual período de 2002, o valor era menor: R$ 975,3 bilhões.
No terceiro trimestre de 2003, o PIB ficou em R$ 386,3 bilhões. Ficara em R$ 343,5 bilhões no mesmo trimestre de 2002. Em volume, o PIB do terceiro trimestre cresceu 0,4% ante o segundo trimestre, já excluídos os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo período de 2002, houve uma queda de 1,5%.
O consumo das famílias, que corresponde a quase 60% do PIB, ficou em R$ 216,7 bilhões. O consumo do governo correspondeu a R$ 73,3 bilhões. Os investimentos somaram R$ 69,9 bilhões.
De acordo com Rebeca Palis, técnica da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o que fez aumentar o consumo das famílias em valor foi a inflação. É que, em volume, o consumo das famílias teve uma queda de 3,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2002. Ou seja: as famílias estão pagando mais pelos produtos, mas comprando menos.
"O motivo para o crescimento é o aumento da inflação. Apesar da queda da demanda, os preços subiram. Como a inflação não está ainda tão baixa, é muito difícil que não haja um crescimento em valores", afirmou a técnica do IBGE.
Dados do PIB revelam ainda que a capacidade de financiamento externo do Brasil aumentou no terceiro trimestre. Ficou em R$ 9,7 bilhões, contra R$ 679 milhões no segundo trimestre. Dois motivos levaram o País a expandir a capacidade de financiamento: o aumento do saldo comercial e um efeito calendário. Sazonalmente, a concentração de vencimentos externos (pagamento de dívidas tanto do governo como de empresas) é menor no terceiro trimestre.
Fechadas as contas do País, podem ocorrer duas situações: necessidade de financiamento externo ou capacidade de financiamento - quando sobram recursos. É o caso do Brasil hoje. Em 2001 e 2003, a situação era oposta: o País precisou buscar dinheiro no exterior do FMI e de instituições privadas. Foram R$ 53,4 bilhões em 2001 e R$ 15,4 bilhões em 2002.
"A situação de financiamento externo do Brasil e de outros países emergentes melhorou por causa da redução dos juros nos EUA (1% ao ano, o que faz investidores buscarem mercados de maior rentabilidade). A redução do risco soberano de muitos desses países também ajudou. Houve, com tudo isso, um aumento da liquidez internacional", disse Daniel de Souza, técnico do IBGE.
A taxa de investimentos no Pais no terceiro trimestre - de 18,1% do Produto Interno Bruto (PIB) - foi a menor para o mesmo trimestre desde 1991. Economistas consideram a taxa baixa, mas indicam que pode estar havendo uma reversão, já que houve crescimento sobre o segundo trimestre (17,2%) e espera-se novo avanço nos três últimos meses do ano.
A baixa taxa de investimentos reflete a queda nos valores destinados aos empreendimentos. Os investimentos em capacidade e construção encolheram 9,1% no terceiro trimestre deste ano sobre 2002.A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, podera, contudo, que sobre o trimestre anterior houve um ligeiro incremento (2,8%).
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