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Edição de Sábado, 20 de Dezembro de 2003 
Economia | Falta de acordo adia votação da MP da Cofins
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ECONOMIA
Falta de acordo adia votação da MP da Cofins
SENADO
BRASÍLIA - A falta de acordo impediu que o Senado votasse ontem a medida provisória que acaba com a cumulatividade na cobrança da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) que incide sobre o faturamento das empresas. A MP sofre críticas da oposição pelo fato de aumentar a alíquota da contribuição de 3% para 7,6%.

  O líder do Governo na Casa, Aloízio Mercadante (PT-SP), já admite que será muito difícil votar a MP na semana que vem, uma vez que os trabalhos do Congresso neste ano serão encerrados na terça-feira. De qualquer forma, ele ainda vai consultar o Governo e todos os 81 senadores para avaliar se há possibilidade de votar até terça.

  "Como a semana que vem é a semana do Natal, os vôos estão muito congestionados - hoje (ontem) mesmo os senadores estão com dificuldades de sair de Brasília - eu preciso fazer um levantamento um a um para garantir o quorum", disse Mercadante.

  Além disso, ele prevê muita disputa no plenário, caso a MP da Cofins seja votada na semana que vem. Comoa matéria é bastante polêmica, com certeza haverá votação nominal por meio do painel eletrônico. "Nós só podemos vir com a certeza da presença dos senadores da base", afirmou o senador petista.

  As dificuldades em torno da MP começaram na Câmara, onde a matéria só foi aprovada na noite de ontem após o Governo ter feito concessões de quase R$ 1,5 bilhão, permitindo incluir na chamada lista de exceções do aumento da alíquota os setores de educação, transportes e saúde, além de agricultura e produção de softwares. Apesar disso, o Governo ainda previa ganhos de arrecadação com a mudança.

  O Governo calcula esse ganho, sem as concessões, era de no máximo R$ 5,8 bilhões anuais. Mas o PSDB fez um estudo em cima da arrecadação deste ano e achou R$ 8,2 bilhões de receitas extras.

 
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