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Juízes são processados
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OPERAÇÃO ANACONDA |
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SÃO PAULO - A Operação Anaconda da Polícia Federal desferiu nesta ontem um pesado golpe sobre suas presas - magistrados acusados de integrarem suposta organização criminosa para tráfico de influência, corrupção e venda de sentenças. Após quase 10 horas reunidos em sessão secreta, os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal Regional Federal em São Paulo decidiram, por unanimidade, abrir processo criminal contra os juízes João Carlos da Rocha Mattos, Casem Mazloum e Ali Mazloum, que agora são réus por formação de quadrilha.
A corte federal também decretou o imediato afastamento dos Mazloum de suas atividades. Eles são irmãos. Casem era titular da 1ª Vara Criminal Federal. Ali, titular da 7ª Vara. Estão na magistratura há 10 anos, mas poderão perder a toga ao final da investigação. Rocha Mattos já estava fora de ação desde a tarde de 7 de novembro, quando foi capturado pela Anaconda. Os desembargadores mantiveram a ordem de prisão contra Rocha Mattos e outros oito acusados - delegados federais, advogados e empresários. A sessão histórica foi realizada a portas fechadas porque o processo corre sob segredo de Justiça.
O início da sessão foi marcado por um tumulto protagonizado pelo juiz Rocha Mattos. Conduzido por uma equipe da PF, o magistrado-prisioneiro surgiu no plenário do Órgão Especial. Sorridente, desejou boa sorte aos 12 advogados que defendem os 12 réus do processo, inclusive ele, e sentou-se em uma poltrona. Dali a 20 minutos, estava no camburão da PF, de volta para a prisão. "A vinda do juiz é um ato extremamente irregular", reagiu a procuradora da República Janice Ascari.
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