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Atualizado em 14|12|2003 
Revista da TV | Repórter de olho nos famosos
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Revista da TV
Repórter de olho nos famosos
SÁTIRA
De tanto telefonar para a Rádio Jovem Pan, quando era um quase adolescente, Rodrigo Scarpa acabou não só conhecendo os seus ídolos de perto, como trabalhando com eles. Atualmente é o repórter vesgo do Pânico, da Rede TV! Mas já foi o Corvo (lembram-se?) do Sobcontrole da Band, de Marcos Mion. "Era aquele ouvinte mala, que ligava várias vezes ao dia. Pegava ônibus e vinha de Itanhandu (Minas Gerais), onde morava, para São Paulo (onde fica a estação de rádio) para ver os caras. Levava doces, pinga. E ficava pensando: eles se divertem e ainda ganham dinheiro. Quero fazer o mesmo", diz Scarpa. "Daí, comecei a me interessar por rádio e TV".

  Na hora de escolher o curso universitário, Scarpa, hoje com 23 anos, não teve dúvida. Depois de formado, também não. Tratou logo de mandar o seu currículo para o Pânico. "Mas eu não tinha experiência alguma. Então botei quais eram os meus hobbies no currículo", relembra. Deu certo. Quer dizer, no início foi chamado para ser estagiário da área de promoção: "Ia para a rua ficar colando adesivos da Jovem Pan nos carros. Odiava, mas tudo o que eu queria era estar lá. Depois fui para a produção e pensei: tenho que criar alguma besteira para me contratarem. Foi quando inventei a música do Show do Milhão (sátira ao programa de Silvio Santos). Então fui contratado como produtor do Filé Mion, do Marcos Mion. Nessa época ele estava em alta e fazia MTV".

  Quando foi para a Band, Mion levou Scarpa junto. No Sobcontrole, surgiu o Corvo. Por acaso. "Era uma externa. Essa fantasia estava no meio de outras coisas. Vesti e comecei a fazer palhaçadas. Era um dos produtores e o Corvo", conta. "Quando a atração acabou, tiramos férias forçadas".

  Mas, como o Pânico estava para estrear na televisão, lá foi Scarpa pedir outra chance. Como repórter vesgo, Scarpa faz uma sátira às celebridades-relâmpagos da TV. Em festas badaladas, com o microfone em punho, pergunta a ex-participantes de reality shows se eles têm fã-clube. Na resposta positiva, cai na gargalhada. "É uma crítica a essas personalidades instantâneas".

 
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