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Para que tanta pressa, meu rei?
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Passeio por Salvador inclui as ruas do Pelourinho e curiosidades de rituais religiosos |
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Turista que se preze tem um roteiro básico a cumprir em Salvador. Mas isso não significa que surpresas não possam surgir, saindo do lugar comum. A começar pelo Pelourinho. As ruas históricas devem ser percorridas a pé, e sem pressa. Aliás, pressa é uma palavra que não faz parte do vocabulário baiano, diga-se de passagem. O tempo por aqui tem outra velocidade. Resta entrar no ritmo.
Durante o dia, baianas estilizadas misturam-se ao capoeiristas, tocadores de berimbau e artistas de rua. Acostume-se aos vendedores que, de forma insistente, tentam vender artesanato. Sair do Pelourinho com uma fitinha do Nosso Senhor do Bonfim amarrada no braço é inevitável - é assim que eles começam a conversar com os visitantes, ao mesmo tempo que mostra suas mercadorias. Relaxe, faça os três pedidos de praxe e, caso você não queira comprar nada, seja firme no "não, obrigado" e siga em frente.
O conjunto arquitetônico, com alguns dos prédios passando por reformas financiadas pelo programa Monumenta BID, abriga restaurantes, lojas de artesanato e centros culturais, cafés e bares. Aliás, são bares para todos os gostos e tribos, com o movimento começando ao final da tarde e chegando ao auge à noite, não importa o dia da semana. Bares simples mas que têm um charme a mais, freqüentados por gente da terra, como o Cravinho - mesmo nome de uma das bebidas mais apreciadas na região, servida em pequenas doses.
O Elevador Lacerda é outra parada obrigatória para quem visita Salvador. O monumento de 72 metros de altura abriga quatro cabines e liga as cidades Alta e Baixa. O valor da passagem é simbólico - cinco centavos - e não apenas os turistas usam o elevador, mas principalmente trabalhadores, comerciantes e estudantes. Estima-se que o movimento é de nada menos de 28 mil pessoas por dia. O local foi completamente restaurado em agosto de 2002, exibindo um visual mais moderno e uma iluminação especial à noite. Aproveite para, do alto, antes de descer, dar uma olhada na vista de tirar o fôlego da Baia de Todos os Santos e conferir astentações da sorveteria A Cubana, uma das mais antigas de Salvador.
MERCADO - Ao tomar o elevador de volta à Cidade Baixa, aproveite para passar pelo Mercado Modelo, na praça Visconde de Cayru. Aberto diariamente, é uma festa até para quem não é tão chegado ao consumo das famosas lembrancinhas. Redes, jóias, berimbaus, doces, quadros em miniatura, roupas - tudo pode ser encontrado nos corredores das 300 barracas existentes no local. Pechinchar é necessário e aproveite para treinar seu poder de negociação. Os preços podem baixar pela metade. E tudo neste mercado, sede da antiga Alfândega, reforça a baianidade. O toque do berimbau é incessante e o cheiro forte das comidas típicas invadem todo o ambiente, temperadas pelo azeite de dendê. Do lado de fora, musculosos capoeiristas mostram todo o gingado, compondo a paisagem que tem o mar azul da Bahia de Todos os Santos ao fundo.
Com as compras garantidas, nada como relaxar caminhando na orla do Porto da Barra, considerada a praia mais baiana de todas. Ponto deencontro de tipos tão diferentes como comerciantes, artistas, estudantes, emergentes e intelectuais. Foi no Porto da Barra que desembarcou Thomé de Souza, fundador da Bahia. O mar é calmo e ideal para a prática de esportes náuticos. Bem iluminada à noite, fica na avenida Sete de Setembro. (M.C.)
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