Um amplo, limpo e moderno corredor comercial com 1,5 quilômetros de extensão, todo em piso de concreto intertravado, vigiado por câmeras de segurança e guaritas da polícia, passando por lojas restauradas, de fachadas padronizadas e oferecendo os preços mais acessíveis da cidade. É assim que o coração comercial do centro do Recife, numa área de 18 mil metros quadrados - partindo da rua Duque de Caxias, passando pela Praça da Independência, Pátio do Terço, rua Nova e Imperatriz - deve estar no ano que vem, como foi planejado no projeto Reviver Recife Centro, uma parceria do CDL com a Prefeitura do Recife. Porém, quem está indo fazer suas compras no Centro neste final de ano, já está se deparando com essa nova realidade, implantada quase que por inteiro nas ruas Nova e Duque de Caxias.
"Parece um shopping, só que ao ar livre e com preços bem mais populares", avalia Sérgio Albuquerque, comerciante, que sexta-feira foi ao Centro comprar sapatos novos. Sérgio foi um dos milhares de consumidores que fizeram suas compras no centro do Recife, nos últimos dias. O movimento intenso de pessoas pelos corredores comerciais recém reformados trouxe uma perspectiva animadora não só para as vendas de dezembro, como para um futuro próximo. "O comércio do Centro vinha atravessando um período de decadência muito grande nos últimos tempos. Os assaltos, a sujeira, a confusão gerada pelos ambulantes e o asfalto bastante irregular afugentavam os consumidores. Mas isso acabou", afirma o presidente em exercício do CDL, Sílvio Vasconcelos.
O orçamento de toda a reforma gira em torno de R$ 2 milhões. As mudanças começaram ainda em 2002, pela rua Duque de Caxias (190 metros de via). As antigas pedras portuguesas foram substituídas pelos blocos intertravados de concreto - colocados em 2.300 metros quadrados de área. Mais regulares e seguros para os transeuntes - já que os antigos eram desnivelados - sem falar na sua longa resistência e fácil manutenção. Só com o material foram gastos cerca de R$ 230 mil. A prefeitura ficou encarregada da fornecer a mão de obra. Com relação a segurança, foi implantado o monitoramento eletrônico da rua através de câmeras de vídeo, em um investimento de R$ 30 mil. Além disso foram construídas guaritas e compradas bicicletas e outros equipamentos para os policiais militares, cedidos pelo Governo do Estado. O custo dessa ação foi de R$ 230 mil.
Na rua Nova, um investimento semelhante foi feito e todas as ações de segurança também foram tomadas. Quanto a pavimentação, a mudança foi basicamente a mesma (substituição das pedras portuguesas) porém com uma composição de cores mais elaborada. Os blocos vermelho, ocre, azul, verde, cinza e marrom formam desenhos geométricos, valorizando os principais edifícios históricos da rua. A conclusão da obra aconteceu há um mês e em sua execução foram gastos R$ 400 mil.
"O resultado direto dessas melhorias na estrutura e segurança foi o estímulo ao comércio. Novas lojas foram abertas, outras reformadas e praticamente todas tiveram um aumento de faturamento. Outras estão começando a ver os resultados agora, com o natal. Já que as vendas no Centro são bastante sazonais. O momento atual é melhor para sapatarias e confecções; em janeiro será vez das livrarias e papelarias; em fevereiro, as lojas de fantasias e miudezas para o carnaval e assim vai", explica Sílvio Vasconcelos.
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