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Brasil tem o melhor vôlei do Mundo
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Estrutura empresarial garante o sucesso dentro das quadras |
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RIO - Uma forte estrutura empresarial é a base da recente conquista da Copa do Mundo Masculina de Vôlei pelo Brasil. Somada aos títulos do Mundial de 2002 e da Liga Mundial deste ano, a Copa mostra o quanto o vôlei brasileiro tem sido vitorioso, no masculino, feminino e nas categorias de base, na quadra e na praia. Segundo Giovane, campeão olímpico de 1992, das Ligas Mundial (1993, 2001 e 2003), do Mundial-2002 e da Copa, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) é tocada como empresa. "Ela não objetiva lucro, mas resultados esportivos. As seleções têm o melhor, e o vôlei é um exemplo".
Para o presidente da CBV, Ary Graça, a base é o espírito empresarial. "A gente foi campeão de tudo nos últimos três anos, e em 2003, de 39 torneios, obtivemos 37 pódios". Brasil e Itália têm as ligas mais fortes. Para desenvolver o esporte, a Federação Internacional de Vôlei (FIVb) criou a Liga Mundial, que dura quatro meses, para suprir a carência de torneios de clubes. Algo bem diferente de outros esportes. Em entrevista aoSportv, o técnico da seleção de futebol, Carlos Alberto Parreira, elogiou o vôlei, mas observou. "A seleção de vôlei é praticamente um clube. Os jogadores ficam na seleção de seis a oito meses. No futebol, não há isso".
Bebeto de Freitas, treinador da geração de prata e atual presidente do Botafogo, no entanto, critica a CBV por trabalhar apenas para a seleção. "Uma coisa é o vôlei do Brasil e a outra é o vôlei no Brasil. O do Brasil é o melhor do Mundo, com as seleções. Vôlei no Brasil tem muito pouco. Não há qualidade, nem quantidade nem estrutura na maioria dos clubes e das federações estaduais", afirmou.
A CBV obviamente discorda. Além da Superliga, a entidade diz que tem torneios nacionais envolvendo as 27 federações. Ary Graça reconhece dificuldades com ligas piratas em São Paulo, mas no Rio e noutros estados cujos campeonatos são muito fracos, lançou um programa de apoio. Há no País 90.797 jogadores cadastrados.
REVOLUÇÃO - Segundo Paulo Márcio, diretor de seleções, a revolução começou nos anos 70, no sonho do ouro olímpico. "Em 1977, nosso time juvenil foi vice mundial. Tinha Renan, Bernard, Montanaro e Amaury. Em 1981, outra seleção juvenil, com Xandó, foi vice no Mundial. Em 1984, nas Olimpíadas, eles ganharam a prata", contou.
Segundo Carlos Arthur Nuzman, hoje presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e presidente da CBV de 1975 a 1997, a virada se deu em 1980. O empresário Antônio Carlos de Almeida Braga criou a Atlântica-Boavista. Em São Paulo, surgiu a Pirelli. Naquela época, foi marcante o Brasil x União Soviética, no Maracanã, em 1983, diante de 96 mil pessoas. "O segredo é trabalhar a longo prazo. Em 1984, a prata olímpica coroou o trabalho iniciado em 1976. Em 2002, o Brasil conquistou o Mundial dez anos depois do ouro olímpico de 1992. Enquanto uma seleção está em atividade, outra é formada", disse.
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