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Mequinho lidera a equipe brasileira
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Depois de vinte anos ausente, grande mestre do xadrez volta a defender o País no Pan-americano |
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A primeira rodada do Pan-americano de Xadrez por equipes começa neste Domingo, às 14h, no Sesc de Copacabana. Colômbia, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Equador, Cuba e Brasil vão se enfrentar com grandes mestres internacionais. Cada equipe será formada por seis jogadores, sendo quatro titulares e dois reservas. Quem conquistar o título estará automaticamente classificado para o Mundial por equipes de 2004.
Cuba e Brasil são os principais favoritos ao título e prometem grandes partidas até o dia 18 de dezembro, quando as rodadas se encerram. O destaque da equipe brasileira é o Grande Mestre Internacional (GMI) Henrique Mecking, o Mequinho, que após ficar mais de vinte anos sem jogar em partidas oficiais no Rio, volta com força total.
O carioca Darcy Lima, bicampeão Sul-americano e atual presidente da Confederação Brasileira de Xadrez, é outro nome forte do Brasil. A equipe brasileira terá ainda os Mestres Internacionais Everaldo Matsura, de Santa Catarina, e Cícero Braga, de São Paulo. Os reservas serão ostambém Mestres Internacionais Eduardo Lint, do Rio, e Rodrigo Visconti, do Paraná.
A Federação do Rio de Janeiro também elaborou para este domingo atividades extras como oficina de xadrez para iniciantes e seminários de arbitragem, regras e organização de eventos. O Pan-Americano é uma realização do Governo do Estado, em parceria com a Federação do Rio de Janeiro de Xadrez, Confederação Brasileira de Xadrez e Sesc do Rio de Janeiro.
MEQUINHO - Será a primeira vez que Mequinho competirá oficialmente no Rio desde que voltou aos tabuleiros. Considerado um gênio e terceiro do ranking mundial no fim da década de 70, Mequinho foi acometido de uma doença rara, miastenia gravis, e chegou a ser desenganado pelos médicos. O enxadrista se agarrou à fé e garante que foi salvo por Jesus Cristo. Ele chegou a freqüentar um seminário, mas não se ordenou padre. No fim de 2000, voltou a jogar, participando de simultâneas.
Na década de 70, três nomes marcavam o esporte brasileiro: Pelé, Emerson Fittipaldi e Mequinho. Eleatingiu o ponto máximo de sua carreira em 1978, quando se tornou o terceiro melhor enxadrista do planeta, atrás apenas de Viktor Korchnoi (o vice-campeão mundial) e de Anatoly Karpov (o campeão mundial). No ano seguinte, ficou doente e teve de se afastar dos tabuleiros.
Com diagnósticos que lhe garantiam apenas mais duas semanas de vida, Mequinho se agarrou a religião. Curado por um "milagre divino", como costuma repetir, escreveu o livro "Como Jesus Cristo salvou a minha vida", que está na sétima edição. A vida de Mequinho agora vai virar filme e as gravações já começaram.
Desde 2000, o Mequinho vem recuperando o tempo perdido. Ele voltou a competir e assumiu novamente o posto de primeiro tabuleiro da Seleção Brasileira de xadrez. No Pan-Americano, que será realizado entre os dias 13 e 18 no SESC de Copacabana, Mequinho promete mostrar que apesar das dificuldades enfrentadas e do tempo afastado dos tabuleiros, continua sendo o maior gênio do Brasil.
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