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ONG analisa poeira das residências
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Greenpeace deseja alertar contra presença de substâncias tóxicas |
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Campinas - Sessenta casas, entre mais de 300 inscritas, receberam a visita do Greenpeace, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os ambientalistas coletaram amostras de poeira para enviar ao laboratório holandês TNO, um dos poucos capacitados para análise de substâncias químicas perigosas, liberadas por aparelhos eletrodomésticos, plásticos, tintas ou produtos de higiene e limpeza. A campanha, chamada Veneno Doméstico, tem como objetivo chamar a atenção da população para o potencial de contaminação por substâncias tóxicas, dentro de suas próprias casas.
Na Europa, o Greenpeace realizou coleta semelhante em residências do Reino Unido, França, Espanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia. A análise do material revelou quantidades significativas de substâncias conhecidas como alcalinofenóis, que afetam o equilíbrio hormonal e estão presentes em alguns produtos de higiene pessoal e cosméticos. Também foram detectados os ftalatos, que afetam o sistema reprodutivo, reduzindo a produção de esperma, e derivam dos objetos feitos com PVC maleável, como brinquedos e cabos, ou de tintas.
Ainda apareceram substâncias classificadas como parafinas cloradas, presentes em tintas, plásticos e borrachas e capazes de afetar o sistema imunológico, além de ser potencialmente cancerígenas. E compostos orgânicos à base de cobre, que entram na composição de produtos usados em tapetes e estofados, contra mofo. Tais compostos afetam, igualmente, o sistema imunológico.
O Greenpeace também pretende agilizar a apreciação da Convenção de Estocolmo pelo Senado, com expectativa de que a ratificação aconteça, uma vez que já foi aprovada na Câmara. Trata-se de um acordo internacional de banimento de 12 substâncias tóxicas. A ratificação implica em transformar o texto em lei brasileira.
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