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Cartas para o presidente têm arquivo no Planalto
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BRASÍLIA - O lugar - o subsolo, ao lado da garagem - não é o mais nobre do Palácio do Planalto, mas a missão dos 50 funcionários é acompanhada de perto pelo presidente. É ali, em dois arquivos e cinco salas, que ficam guardados os 126.007 itens enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem contar os 129 mil e-mails recebidos nestes 11 meses de Governo. São cerca de 70 bonés, dos quais o presidente tanto gosta, 92.211 cartas, fotos, filmes, livros, diplomas, quadros, jóias, medalhas religiosas, os barcos que Lula ganhou numa cerimônia sobre pesca e até um torno mecânico.
Criada no Governo Sarney, a diretoria de Documentação Histórica é encarregada de receber e responder cartas e organizar o acervo do presidente. Mas o departamento nunca teve tanto serviço quanto nessa gestão. O número de leitores de cartas dobrou de oito para 16 para dar conta da demanda. Das 92 mil cartas recebidas por Lula, cerca de 60 mil foram respondidas. "O presidente se preocupou em mandar notícias à pessoa que lhe mandou um pé de mandacaru. Queria contar que ele floriu", conta Cláudio Soares Rocha, diretor de Documentação Histórica da Presidência. Mas as 91 cartas com pedidos de emprego que o presidente recebeu em outubro tiveram uma resposta padronizada: o problema depende da iniciativa privada.
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