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Caminhada no Centro marca Dia do Palhaço
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CIRCO |
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Não havia lona, nem ao menos picadeiro. Mesmo assim, o circo tomou conta ontem das ruas do centro do Recife. Em comemoração ao Dia Nacional do Palhaço, a Prefeitura, através da Divisão de Circo da Secretaria de Cultura, promoveu uma caminhada com a participação de 31 artistas circenses, que levou ao público das ruas apresentações características. A iniciativa abriu a semana (que vai até a quinta-feira da próxima semana) dedicada à arte circense, que terá também oficinas no Parque 13 de Maio, a partir das 8h, com aulas de técnicas de palhaço para crianças (principalmente alunos da rede municipal) e uma mostra de fotos e textos homenageando esses profissionais cuja missão é fazer os outros rirem.
A concentração da trupe aconteceu no Cinema do Parque, na Boa Vista. Às 15h, eles saíram em direção ao Pátio de São Pedro, onde aconteceu às 18h a abertura da exposição, na casa de número 35. Durante o caminho, que percorreu as ruas do Hospício, Imperatriz, Nova, avenida Dantas Barreto e Largo do Carmo, passando pela ponte da Boa Vista, foram feitas paradas, onde os palhaços promoviam esquetes que o público só estava acostumado a ver debaixo das lonas.
"O objetivo da atividade é resgatar a cultura circense, que tem muito a oferecer", destacou Idel Guedes, diretora da Divisão de Circo da Secretaria. A ação faz parte do projeto Circo do Recife, que tem justamente como propósito valorizar tudo o que gira em torno da arte milenar do circo.
RESGATE - Para os palhaços Futuca e Fuzuê, que se apresentam no Circo Transamérica, atualmente em Maranguape II e marcaram presença na caminhada, a iniciativa ajuda a resgatar um pouco da auto-estima desses artistas por vezes esquecidos. "É importante divulgar o que fazemos, porque se trata de uma arte milenar. O circo não pode nunca ser esquecido", explicou Fuzuê, ou melhor, Laudenor Lima da Silva, 24, tio de Futuca, Hugo Leonardo Alves da Silva, 18. Ambos trabalham no circo desde crianças.
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