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O homem certo no papel certo
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ANTAGONISTA |
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Fazer o mocinho é bom, mas interpretar o bandidão é muito mais gostoso. Pelo menos é o que pensa Oscar Magrini, o ambicioso Agenor da novela Canavial de Paixões, do SBT. Com notáveis papéis de cafajeste no currículo - o cafetão Ralf, de O Rei do Gado, e o mulherengo Humberto, de Esperança - o ator diz que, pela primeira vez, está vivendo um personagem 100% vilão: "Estou adorando fazer o antagonista da história. Agenor só pensa nele, faz tudo para se dar bem na vida. É capaz até de matar".
Na trama mexicana, o capataz da usina já causou a morte de Amália (Patrícia Mayo) ao mandar incendiar sua loja. Esta semana, ele ordenará que Oswaldo (Marcelo Médici) provoque um acidente com Paulo (Gustavo Haddad), herdeiro dos Giácomo, para afastá-lo da presidência da empresa.
Mas o vilão não é uma fera o tempo todo. O ator lembra que Agenor fica mansinho quando está diante da patroa, Teresa (Débora Duarte), que também é uma víbora: "Agenor quer envolvê-la para que ela se case com ele. É o braço direito dela. Seu sonho é ser dono da usina".
Para compor o personagem, Oscar Magrini deixou a barba crescer pela primeira vez. Na fase inicial da trama, tingiu os fios grisalhos, mas os assumiu depois que a história deu um salto de 15 anos no tempo. Quando terminarem as gravações, no próximo dia 15, ele garante que vai raspá-la. "Acho que a barba dá um peso, envelhece muito", diz ele, aos 42 anos.
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