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Previdência tem hoje votação final
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Senado |
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BRASÍLIA - O Governo decidiu adiar para hoje a votação em segundo e último turno da reforma da Previdência no plenário do Senado para facilitar o acordo sobre a reforma tributária. O adiamento foi um pedido do PFL, que exigiu a publicação do texto da reforma no Diário do Senado, antes da votação no plenário. A previsão é que hoje à tarde ocorra um fato inédito no Senado: votação de duas reformas importantes: o primeiro turno da tributária e o segundo turno da reforma previdenciária.
Os líderes aliados ao Palácio do Planalto também concordaram com o adiamento da votação da reforma porque quatro senadores da base governista estavam ausentes na sessão de ontem. Ou seja: seriam quatro votos a menos para aprovar a reforma em segundo turno. No primeiro turno de votação, o Governo obteve 55 votos a favor da Previdência - apenas seis votos a mais do que o mínimo necessário. Hoje, os senadores Ramez Tebet (PMDB-MS) e Ney Suassuana (PMDB-PB), que estavam na comitiva do presidente Lula ao Oriente Médio, já estarão no Senado. A expectativa é que os senadores José Maranhão (PMDB-PB) e Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR), que se ausentaram ontem, também compareçam à sessão para votar a reforma previdenciária.
"Com o acordo de procedimentos e de mérito na reforma tributária, podemos votar a Previdência amanhã (hoje)", explicou o líder do Governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). "Não está fora do prazo deixar a votação da Previdência para amanhã (hoje). Além disso, o Governo vai poder contar com mais votos. Acabou prevalecendo o bom senso", observou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). "O regimento existe para ser cumprido. Não há porque ter essa sangria desatada. O governo tem número e a reforma da Previdência será votada", disse o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN).
Ontem à tarde, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o parecer do líder do PT e relator da reforma da Previdência, Tião Viana (AC), que incorporou emendas da redação apresentadas ao texto da proposta. Mercadante pretendia votar ontem a reforma da Previdência em segundo turno, mas o PFL alegou que o regimento estabelece o prazo de 24 horas entre a aprovação na CCJ e a votação em plenário para que a proposta possa ser publicada no Diário Oficial. "Os parlamentares que fazem parte da CCJ sabem o que será votado, mas e os outros?", argumentou Agripino Maia.
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