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Edição de Quinta-Feira, 11 de Dezembro de 2003 
Mundo | Argentina festeja 20 anos de democracia
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MUNDO
Argentina festeja 20 anos de democracia
BUENOS AIRES - No 20º aniversário do restabelecimento da democracia na Argentina, o presidente Néstor Kirchner iniciou ontem oficialmente seu mandato constitucional de quatro anos fazendo votos para que sua gestão "comece com êxito". O chefe de Estado fez o breve comentário ao recordar que já está a cargo da presidência argentina desde 25 de maio. Por sua vez, a senadora Cristina Fernández, mulher de Kirchner e figura-chave no governo, disse vislumbrar um futuro com muitas dificuldades para a Argentina. "Da crise atual não se sairá com mágica, mas sim com muito trabalho e esforço", afirmou.

  Kirchner e sua mulher fizeram declarações na cidade de Río Gallegos, capital da província (Estado) de Santa Cruz, da qual o presidente é originário, 2.700 quilômetros ao Sul de Buenos Aires. O casal assistiu ali à cerimônia de posse do novo governador Sergio Acevedo, um homem da máxima confiança do presidente, que até agora era responsável pela Secretaria da Inteligência de Estado (SIDE).

  O dia de ontem também marcou oinício do período constitucional de vários governadores de província, deputados e senadores, com o que se configura um panorama político no qual o peronismo terá uma folgada hegemonia.

  Néstor Kirchner jurou como presidente em 25 de maio, quase sete meses antes do início de seu mandato constitucional de quatro anos, devido às anomalias institucionais vividas pela Argentina desde o final de 2001, quando o então presidente Fernando de la Rúa renunciou na metade de seu mandato.

  O Congresso então nomeou como presidente provisório Eduardo Duhalde, com mandato até 10 de dezembro deste ano. No entanto, Duhalde, diante de dificuldades políticas, decidiu encurtar seu período na presidência e convocar eleições seis meses antes do tempo. Desta forma, o Congresso se viu obrigado a ampliar excepcionalmente o período de Kirchner, que na verdade governará por quatro anos e meio.

  O Partido Justicialista (peronista) de Kirchner governará 16 das 23 províncias argentinas. Ocupará 41 das 72 cadeiras do Senado e 133 das 257cadeiras da Câmara dos Deputados, o que lhe dá maioria expressiva em ambas as casas legislativas.

 
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