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Júri de Altamira será investigado pela PF
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CASTRAÇÕES E MORTES |
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BELÉM - A pedido da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, a promotora Rosana Cordovil, que atuou no júri em que a paranaense Valentina de Andrade foi absolvida por seis a um da acusação de co-autoria intelectual na castração e morte de crianças em Altamira, solicitará uma investigação sobre supostas ameaças e tentativa de suborno do júri.
Com a entrada da Polícia Federal no caso e o apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Pará, serão solicitadas à Justiça a quebra dos sigilos telefônicos e bancários dos sete jurados, todos servidores de repartições públicas estaduais e municipais lotados em Belém. Os dois oficiais de Justiça do TJ do Pará responsáveis pelo acompanhamento dos jurados no hotel onde estavam hospedados e a própria segurança policial colocada à disposição do júri também serão investigadas.
O superintendente da Polícia Federal no Pará, delegado José Sales ainda não recebeu qualquer determinação formal do Ministério da Justiça para começar a investigação. O ponto chave do trabalho será apurar se houve quebra da incomunicabilidade dos jurados e se estes receberam visitas estranhas durante a noite e madrugada de quinta para sexta-feira da semana passada, véspera da sentença que absolveu Valentina.
Informações sobre telefonemas recebidos e feitos por jurados quando estavam incomunicáveis chegaram à polícia por fontes que preferem manter sigilo. Procurada ontem, a promotora informou que ainda não havia recebido o pedido de investigação. Mas em Brasília a remessa do pedido foi confirmada. Um dia depois do resultado do julgamento, Rosana demonstrou sua indignação com o veredito, que segundo ela contrariou as provas dos autos.
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