|
|
|
Hugo Chávez fecha fronteira
|
FRAUDES |
|
 |
CARACAS - O governo venezuelano fechou parcialmente na noite de sábado sua fronteira com a Colômbia na tentativa de, segundo opositores do presidente Hugo Chávez, evitar que venezuelanos que vivem no país vizinho votassem a favor do referendo pedindo a destituição do presidente e de mais 33 deputados do governo. O vice-presidente Jose Vicente Rangel afirmou que o fechamento "seletivo" da fronteira ocorreu para impedir qualquer fraude eleitoral na região, como irregularidades detectadas relacionadas a cidadãos venezuelanos que vivem na Colômbia mas não estão registrados na junta eleitoral.
"Temos o pleno direito de decretar que a fronteira seja fechada num dado momento para impedir que, tanto cidadãos colombianos quanto venezuelanos não registrados, participem de nossos processos eleitorais", reforçou o vice-presidente. Rangel também ressaltou que o comércio entre os dois países está garantido durante o período. A reabertura da fronteira está prevista para terça-feira, um dia após o término do referendo.
Além do bloqueio da fronteira, o governo venezuelano ordenou o fechamento dos aeroportos e heliportos privados do país como medida de segurança, para prevenir incidentes, segundo relatou o ministro da Defesa, José Luis Prieto. "Queremos evitar que helicópteros lancem granadas sobre as manifestações, interrompendo assim o ato político, o que já ocorreu em outras épocas", explicou Prieto.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou ontem a oposição de preparar uma "megafraude" na campanha de coleta de assinaturas para convocar um referendo que poderá tirá-lo do poder antes do fim do mandato. Ontem, no terceiro dos quatro dias de coleta, milhares de venezuelanos assinaram as planilhas eleitorais. A oposição precisa reunir 2,4 milhões de assinaturas - 20% do eleitorado - para convocar o plebiscito.
Chávez disse que tentaria se encontrar com observadores internacionais para discutir as alegações de fraude. As observações do presidente levantam dúvidas em relação à sua disposição de acatar um resultado quenão lhe seja favorável. Até aqui, observadores internacionais e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que valida o processo, não confirmaram as fraudes. O CNE tem 30 dias para verificar a validade das assinaturas antes de decidir pela convocação ou não do referendo para encurtar o mandato de Chávez.
|
 |
|
|