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Edição de Segunda-Feira, 1 de Dezembro de 2003 
Mundo | Fim de semana violento no Iraque
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MUNDO
Fim de semana violento no Iraque
EUA matam 46 iraquianos e guerrilheiros eliminam 15 integrantes das forças de ocupação
BAGDÁ - Tropas americanas repeliram uma série de ataques simultâneos na tarde de ontem na cidade nortista de Samarra, matando 46 iraquianos, ferindo pelo menos 18 e capturando oito, afirmaram militares dos EUA. Cinco soldados americanos e um civil ficaram feridos. Muitos dos atacantes mortos vestiam uniformes da Fedayeen, uma milícia leal a Saddam Hussein.

  Dois comboios dos EUA viajavam por Samarra quando foram atacados com bombas, armas leves, morteiros e granadas propelidas por foguete. Os ataques - um no lado Leste da cidade e o outro no Oeste - foram simultâneos e aparentemente coordenados. Depois de armar um bloqueio na passagem dos comboios, os atacantes abriram fogo de telhados e vielas.

  Soldados americanos reagiram, nos dois casos, com armas leves e canhões de tanques e de veículos Bradley. Os disparos dos soldados dos EUA destruíram três construções onde os atacantes se abrigavam. Uma hora depois, outro comboio de engenheiros militares dos EUA foi atacado por quatro homens com fuzis automáticos.Os soldados responderam ao fogo, ferindo os quatro homens.

  Encerrando o mês de novembro como o mais violento desde maio, quando o presidente Bush, anunciou o fim dos grandes combates, guerrilheiros que lutam contra a ocupação do Iraque mataram 15 pessoas entre sábado e ontem - 14 estrangeiros (2 soldados americanos, 2 eletricistas sul-coreanos, 7 agentes secretos espanhóis, 2 diplomatas japoneses e um colombiano) e um iraquiano (motorista dos japoneses).

  Os soldados mortos foram vítimas de uma emboscada na região de Husaybah, perto da fronteira síria. O veículos em que eles estavam foi atingido por granadas impulsionadas por foguete. Um soldado ficou ferido. Os dois sul-coreanos tiveram o carro metralhado por rebeldes na região de Tikrit.

  O colombiano trabalhava para uma empresa subsidária da Halliburton, grupo empresarial que era presidido pelo vice-presidente americano, Dick Cheney. Franco-atiradores crivaram de balas o automóvel dele perto da cidade de Balad. Outros dois colombianos ficaram feridos.Tanto o governo japonês quanto o espanhol asseguraram que não vão alterar seus planos para o Iraque, apesar dos ataques.

  Os corpos dos sete agentes do Centro Nacional de Inteligência (serviço secreto espanhol) chegaram ontem à Base Aérea de Torrejón, perto de Madri, transportado por um Airbus 300 da Força Aérea espanhola. Um oitavo agente ficou ferido e está internado num hospital militar americano. Eles haviam deixado o QG espanhol ao Sul de Bagdá e foram interceptados por rebeldes perto de Suwayrah. Os espanhóis reagiram e trocaram tiros com os atacantes. O primeiro-ministro José María Aznar lamentou a morte dos agentes. Disse que eles foram vítimas do "fanatismo terrorista" e assegurou: "Os soldados espanhóis vão continuar no Iraque".

  Os diplomatas japoneses foram assassinados a tiros também perto de Tikrit, quando pararam seu automóvel num povoado para comprar alimentos e bebidas. No fim do mês passado, a Al-Qaeda advertira o governo japonês de que seus interesses seriam alvos de atentado caso colaborassem com as forças de ocupação.

  Diante desse quadro, o presidente do Conselho de Governo Provisório do Iraque, Abdel Aziz Hakin, destacou que os membros da entidade decidiram, por unanimidade, consultar o povo iraquiano sobre o futuro acordo de transferência de poder aos iraquianos. Apenas em novembro, 104 soldados da coalizão foram mortos no Iraque - 79 americanos.

 
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