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Atualizado em 26|11|2003 
Informática | Comércio virtual atrai cada vez mais adeptos
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Informática
Comércio virtual atrai cada vez mais adeptos
Índice de satisfação dos brasileiros com o e-commerce é crescente
A popularização do e-commerce passa por um fator fundamental: a confiança do consumidor na compra pela internet. É comum encontrar pessoas que têm receio de expôr o número do cartão de crédito na rede, outros temem golpes, extravio do produto ou atraso na entrega. Mas pesquisas apontam que os desconfiados do comércio virtual começam a se tornar uma espécie em extinção. O índice de satisfação dos brasileiros com o e-commerce no País subiu de 78,8%, ano passado, para 86,5%, no primeiro semestre desse ano - de acordo com a 8ª edição do relatório Web Shoppers, publicado na revista InfoExame.

  E os números não param por aí. De acordo com estudos do e-bit e da Câmara e-net, apenas 9% das compras on-line não chegam no prazo estipulado. Há dois anos, 22% dos pedidos atrasavam. A redução comprova a profissionalização do serviço - com investimentos em logística e no atendimento ao consumidor. "Não saio mais de casa para comprar discos. Na internet, as opções são bem maiores e os preços muitas vezes menores. Sem contarque alguns lançamentos demoram quase um mês para chegar nas lojas do Recife, enquanto em dois ou três dias já chegam na minha casa", afirma o administrador Tiago Macedo, 24 anos.

  A empresária Esther Addobatti é um exemplo do quanto a confiança no e-commerce aumentou dentro da sociedade. Esther não é o que se pode chamar de uma internauta. Longe disso. Costumava desprezar a internet no seu cotidiano, nem e-mail utilizava. Mas a história mudou em 2001, quando ela tomou a iniciativa de comprar um carro pela internet, aproveitando uma promoção no site da Eurovia. Escolheu o modelo, os acessórios, a cor e a forma de pagamento. Só precisou ir na concessionária para assinar alguns documentos e, depois, para pegar o carro. Hoje, no Recife, cerca de 60% dos carros populares do ano (motor 1.0) são vendidos pela internet - mas essas vendas não são totalmente on-line já que ainda é preciso ir até as concessionárias para acertar nem que sejam pequenos e burocráticos detalhes. "Digamos que seja uma iniciação ao e-commerce. A pessoa vê a eficiência do serviço e acaba ganhando confiança para efetuar novas compras", analisa Hamilton Matos, daConcept, que cuida do planejamento da Via Sul e da Eurovia.

  A projeção é real. "Além de cômodo, foi tudo muito correto. O carro chegou como eu queria, no prazo e por um preço melhor do que se eu tivesse ido procurar de loja em loja", conta a consumidora Esther, que mudou seu conceito sobra a internet e já está prestes a investir no e-commerce: está planejando um site para vender comida light on-line.

SEM MEDO - Outro indício de que a desconfiança está mesmo sendo superada pela tentação da praticidade é que, de acordo com um levantamento fechado mês passado, pelo E-consulting, o cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado: 79% do e-commerce nacional é pago com ele. Apenas 10% das compras on-line são feitas com boleto bancário - teoricamente mais seguro, porém mais trabalhoso. Outros 11% preferem outras formas de pagamento, como, cheques ou transferências bancárias, por exemplo. (F.F.)
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