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E-commerce em PE ainda está tímido
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No País, setor deve atingir crescimento de 40% este ano |
Fred Figueiroa Da equipe do DIARIO |
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Imagine que você acaba de acordar e está trancado, sem roupas, em um apartamento praticamente vazio: não existe alimento, refrigerador, fogão, televisão ou mesmo um simples rolo de papel higiênico. Parece a descrição de um pesadelo. Qualquer pessoa estaria condenada a padecer ali até a morte - que, por certo, não tardaria - não fosse a existência de dois itens vitais no apê: um computador conectado à internet e um cartão de crédito. Assim, a situação já não parece tão desesperadora.
Dezenas de pessoas de diversos países, inclusive, do Brasil, já foram submetidas a essa experiência e conseguiram sobreviver - utilizando como única janela de sobrevivência o e-commerce. Porém, se estas pessoas estivessem no Grande Recife, elas até que poderiam sair vivas - mas passariam por maus bocados. É que, por aqui, o e-commerce ainda é um mercado praticamente inexplorado, ofuscado pela concorrência dos gigantes nacionais.
A extimativa do e-bit e da Câmara e-net é que o comércio virtual no Brasil encerre o ano com umamovimentação total em torno de R$ 1,3 bilhão. Esta marca seria 40% superior aos R$ 900 milhões gastos no País, com compras on-line, em 2002. A tendência é que esta previsão de evolução realmente se confirme, já que só no primeiro semestre, o faturamento do e-commerce das empresas brasileiras ficou próximo dos R$ 500 milhões.
Nem mesmo tantos índices positivos parecem encorajar os empresários locais. Poucas empresas no Estado têm um site que disponibilize todo o processo de venda de seus produtos on-line. Até quem trabalha na área e praticamente respira o mundo virtual sente dificuldade em citar os sites pernambucanos de compras. "Ainda é um mercado muito restrito aqui. Este ano já houve um avanço muito grande na área. Mas, acredito que só em dois anos o e-commerce deve tornar-se, de fato, uma realidade em Pernambuco", analisa Murilo Gun, diretor de projetos da W3, que está em fase final de produção do site de vendas on-line da Engefrio.
Das poucas lojas virtuais funcionando no Estado, a maioria é segmentada no mercado de eletroeletrônicos e produtos de informática. "O que mais prejudica esses sites é a forte concorrência com os grandes magazines nacionais, como a Americanas.com", explica Murilo Gun.
Também seguindo um setor bastante explorado pelas grandes empresas nacionais, a venda de livros pela internet começa a crescer dentro de Pernambuco. Pelo menos três das mais tradicionais livrarias do Estado também abriram lojas virtuais: Modelo, Livraria Domênico e Imperatriz. A concorrência com gigantes como Submarino, Saraiva e Siciliano também é um fator de inibição. A saída pode estar na diversificação do site, como o da Modelo, que ainda oferece produtos de papelaria, escritório e até brinquedos.
DIFERENCIAL - Um dos maiores exemplos de diversificação é o site livrorapido.com.br - desenvolvido pela Elógica. No site, além da venda on-line de livros de autores do Estado, existe a possibilidade do internauta fazer seu próprio livro, que será editado e, inclusive, vendido na loja virtual do site. "É umbom mercado. Já tinha publicado livros em editoras convencionais, mas agora decidi lançá-lo e editá-lo pela internet", relata o pesquisador Carlos Celso Cordeiro, autor de A História do Campeonato pernambucano de 1971 a 2000.
ffigueiroa@dpnet.com.br
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