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Cruzeiro: um campeão sem contestação
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Raposa venceu e levou título por antecipação |
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SÃO PAULO - O Cruzeiro confirmou as expectativas e garantiu, ontem, o título inédito do Campeonato Brasileiro, com duas rodadas de antecipação. Jogando em casa, diante de um Mineirão lotado, o time de Wanderley Luxemburgo venceu o Paysandu por 2 a 1.
O título coroou um ano histórico da equipe mineira, que além da conquista título de ontem também venceu o Estadual e a Copa do Brasil. Foi a primeira vez que um time ganhou no mesmo ano o título nacional e da Copa do Brasil. A conquista do Brasileiro-2003 também colocou Wanderley Luxemburgo como o maior vencedor entre os técnicos da história dos nacionais. Foi o seu quarto título.
Ele já havia conquistado duas taças com o Palmeiras (1993 e 1994) e uma com o Corinthians (1998). Luxemburgo superou Ênio Andrade e Rubens Minelli, ambos com três. O Cruzeiro entrou em campo sem o seu principal jogador no campeonato, o meia Alex, suspenso. Mas a equipe não sentiu a falta dele. Motivo: a inspiração de seu substituto, Zinho. Foi dele a primeira jogada de perigo da partida, que resultou na abertura do placar. Aos 7min, numa falta na lateral, Zinho tentou cruzar a bola na área, mas o chute com efeito não tocou em ninguém e acabou enganando o goleiro Carlos Germano.
O gol precoce aumentou ainda mais o ânimo do Cruzeiro, que criou outras boas chances para ampliar o placar na etapa inicial. Aos 17min, Maurinho recebeu bom passe dentro da área, mas errou a finalização; aos 19min, Márcio Nobre chutou, a bola tocou no braço de um defensor (o árbitro considerou a jogada normal) e Carlos Germano defendeu.
Aos 34min, Márcio Nobre cabeceou com perigo, por cima do gol do Paysandu. Aos 38min, numa bela jogada individual, Zinho invadiu a área do adversário e acertou a trave. O Cruzeiro levou alguns sustos no início da etapa final. Aos 5min, Magnum acertou um chute cruzado que tocou no travessão. Aos 12min, Gomes evitou o gol do Paysandu com uma grande defesa no chute de Aldrovani.
O time mineiro diminuiu o ritmo na etapa final, enquanto sua torcida festejava nas arquibancadas. Aos 29min, as comemorações aumentaram. Mota, que havia entrado minutos antes, recebeu a bola dentro da área e acertou um chute de pé esquerdo, no canto, sem chance de defesa para Carlos Germano. O Paysandu ainda diminuiu aos 46min, com Aldrovani, mas não teve tempo para mais nada.
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