Um público reduzido, mas atencioso e interessado, participou de sexta a domingo das discussões sobre a obra do homenageado do festival, no Teatro Hermilo Borba Filho, durante o Seminário Osman Lins. A programação começou com o teatro do escritor pernambucano. Duas estudiosas paulistas da Universidade de São Paulo, Maria Teresa Dias e Marisa Balthasar Lins falaram sobre o valor da palavra na dramaturgia de Osman. O amigo e estudioso, Lauro de Oliveira, que estava na platéia, disse que antes não dava muita importância ao teatro osmaniano, mas depois das palestras iria rever suas posições. A conclusão a que se pode chegar é que o teatro de OL não é reconhecido, porque não é conhecido. Nesse sentido, foi muito importante a iniciativa do Centro Apolo-Hermilo que, com o projeto Aprendiz Encena, montou três versões do Mistério das Figuras de Barro.
O tom apaixonado dominou as palestras das professoras Sandra Nitrini e Ermelinda Ferreira, que enfocaram a prosa do autor de Lisbela e o Prisioneiro. Ambas defensoras da valorização desse escritor independente, que fez experimentações que ainda não foram superadas. Ontem, os professores Arthur Nestrovski (SP) e Lourival Holanda (PE) falaram do Pensamento de Lins e a defesa da liberdade presente na sua obra.
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