Petribú constrói história de sucesso e diversifica negócios
O nome Petribú, que na língua indígena significa "nascente de águas claras", foi herdado do engenho dos antepassados e incorporado como sobrenome da família por João Cavalcanti de Albuquerque há quase um século, em 1911. Conhecido por todos como o "senhor de Petribú", o patriarca da família não sabia que estava iniciando uma história de sucesso. Muito menos que um de seus netos, Jorge Petribú, filho de Paulo e Helena Petribú, seria o futuro diretor superintendente da usina que recebeu o nome da família. Uma unidade agroindustrial localizada no município de Lagoa de Itaenga, Mata Norte do Estado, com 18 mil hectares, capacidade para moer 8,6 mil toneladas de cana-de-açúcar, produzir 20 mil sacos de açúcar e 200 mil litros de álcool diariamente e de gerar energia elétrica a partir do bagaço da cana. E mais. Que esse mesmo neto estaria à frente também da Termoelétrica Itaenga, a fábrica de rações Irca, a Taisa - Transportes e Serviços Ltda e a Agro Industrial Oeste Paulista Ltda. Empresas que juntamente com a usina formam o Grupo Petribú e empregam 3 mil pessoas.
"O prêmio Orgulho de Pernambuco deveria ser concedido para todo o setor sucroalcooleiro. Nós, produtores de açúcar e álcool do Estado, temos as condições mais adversas entre todas as regiões produtoras do País e mesmo assim conseguimos competir à custa de muita obstinação e dedicação", destaca Jorge Petribú. Seguindo os passos do pai, ele considera os seus colaboradores o maior bem da empresa. E não abre mão de investir neles.
PROJETOS - Preocupado com a qualidade de vida de seus funcionários e dependentes, o empresário dotou a Usina Petribú de uma área de recursos humanos preparada para desenvolver projetos nas áreas de saúde, educação, habitação e preservação ambiental. "Realizamos um trabalho social intenso na região, seguindo sempre a orientação dos nossos fundadores. Quem coordena as atividades atualmente é nossa presidente, Helena Petribú", ressalta o diretor superintendente.
Em um ambulatório próprio da usina, médico, dentista, enfermeira e auxiliar de escritório se unem em prol dos funcionários. A procura é grande. Só ano passado foram realizados 14,41 mil atendimentos. Para os casos mais graves, que precisam ser removidos, uma ambulância foi colocada à disposição. A Petribú tem farmácia própria e mantém convênios com consultórios oftalmológico e laboratório.
Se a saúde é tratada em primeiro plano, a educação também não fica atrás. Os filhos dos funcionários da indústria e do campo contam com a escola Josepha de Petribú para estudar. Lá, os 300 alunos, com idade entre 4 e 18 anos, têm a oportunidade de aprender a ler.