Sindicato comemora volume de exportação de US$ 2 bilhões
O setor sucroalcooleiro do Estado está vivendo um nova fase. Apoiado pela gestão profissional do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), o empresariado encontrou alternativas para recuperar a safra, ingressar no mercado de energia e avançar no campo social. Enquanto comemora os 61 anos de criação, a entidade festeja também a participação no crescimento econômico do Estado com um volume de exportação que representa US$ 2 bilhões na balança comercial pernambucana. Desde 2000-2001 que a safra de cana-de-açúcar vem retomando os patamares anteriores. As 14,3 milhões de toneladas de cana esmagadas neste período serão acrescidas para 16 milhões na safra em curso.
Números que levam também ao crescimento na geração de empregos. Atividade pouco mecanizada em Pernambuco devido ao relevo acidentado, o corte da cana proporciona a criação de 5,83 postos de trabalho por tonelada. Empregabilidade que supera a da Região Nordeste, cujo média é de 4,49 vagas por tonelada. No Estado, a cadacolheita 60 mil empregos diretos são criados em 400 hectares de terras, distribuídos em mais de 50 municípios pernambucanos.
O presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Augusto Pontes da Cunha, avalia a situação atual do setor como positiva. "Ainda há muito avanço a ser feito. Mas já encontramos o caminho, o que atenua as dificuldades", comenta. Ele ressalta que a meta da entidade para os próximos 10 anos é ampliar a participação no setor energético e conquistar novos mercados consumidores para os produtos fabricados pelo setor sucroalcooleiro pernambucano (açúcar e álcool). Cunha entende que a busca por novos mercados e a internacionalização do álcool etanol é um desafio. Mas assegura que as barreiras não amedrontam a entidade.
SOCIAL - Todas as ações citadas não devem perder de foco a empregabilidade e a preservação do controle ambiental nas regiões em que as unidades agroindustriais estão instaladas. Muitos menos os trabalhos de responsabilidade social. Hoje, mais de 17 mil crianças, filhos de canavieiros, estão nas salas de aula. Para os pais, estão reservados os cursos de alfabetização noturna, artesanato e oficinas de mães nas usinas e destilarias.
"Em nossa gestão conseguimos que o INSS passasse a ser cobrado de nossas empresas, não mais sobre cada salário de cada trabalhador mas sim sobre as receitas de cada empresa, o que incentiva a geração de empregos e não onera injustamente os que empregam muito", destaca Renato Cunha. Ele acrescenta que o prazo para prescrição trabalhista foi delimitado para 5 anos.
A atual gestão do Sindaçúcar está ligada ao presidente. Formado em Direito e pós-graduado em Administração Financeira, Cunha inaugurou nova era na entidade.