A Região Metropolitana do Recife apresentou em outubro a menor variação nacional do Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), de 0,14%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação recifense ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,29% no mês passado. Os maiores responsáveis pela influência de redução foram o açúcar cristal, que teve uma queda de 12,34% no preço, seguido pela gasolina, que apresentou uma baixa de 2,77% nos preços cobrados nos postos e distribuidoras.
O IBGE realiza a pesquisa de preços nas 11 maiores regiões metropolitanas do País, tendo como referência as famílias com renda de até 40 salários mínimos. De acordo com a coordenadora da equipe de preços do IBGE Recife, Fernanda Estelita, o índice recifense mostra o progressivo controle dos preços. "Eles (os preços) já chegaram ao patamar máximo e agora estão recuando para se readequar ao real poder de compra do consumidor", conta.
Mas contramão de queda, o custo com frango e pagamento com empregados domésticos tiveram um aumento de 10% e 1,75%, respectivamente. Juntos, estes itens contribuíram com 0,21% para o índice final. Na avaliação da coordenadora, a alta no preço do frango é referente ao fim das promoções dos lojistas.
Em nível nacional, o IPCA fechou em 0,29%. Com isso, no acumulado do ano a inflação já chega a 8,37%. Os principais fatores que levaram à redução do IPCA foram a queda nos preços dos combustíveis e um menor crescimento no custo dos alimentos. Além disso, não houve impacto forte de aumento de tarifas.
Entretanto, a maior contribuição para a inflação do mês (0,10 ponto percentual) veio do frango, que ficou 11,37% mais caro. Houve quedas nos preços da maioria dos alimentos, como a da cenoura (11,09%), do açúcar cristal (10,07%), da batata-inglesa (9,06%) e do feijão carioca (6%). O álcool combustível teve queda de 3,07%, sendo o principal responsável pelo recuo da inflação. Também caíram os preços da gasolina (0,24%) e do gás de cozinha (0,47%).
PREÇOS ADMINISTRADOS -O IPCA acumulado no ano sofreu impacto especialmente dos reajustes de preços administrados e controlados. A principal pressão para a inflação no ano foi dada pela energia elétrica, com aumento acumulado de 20,7% e contribuição de 0,85 ponto percentual. A segunda maior contribuição acumulada foi dada pelos ônibus urbanos (18,51% de aumento, o que representou 0,85 ponto percentual do índice acumulado), seguido do telefone fixo (19,10% e 0,57 ponto) e remédios (11,39% e 0,45 ponto). O grupo dos alimentos registrou reajuste acumulado de 6,28% (1,62 ponto percentual).
Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação das famílias que ganham até oito salários mínimos, ficou em 0,39% em outubro. Com isso, o INPC acumulou uma taxa de 9,39% no ano e ficou acima do percentual de 8,06% relativo a igual período de 2002. Nos últimos 12 meses o índice ficou em 16,15%. No Recife, o INPC foi de 0,20%.