BANCO DO BRASIL
BRASÍLIA - O Banco do Brasil está apurando a suspeita de que uma quadrilha internacional de clonagem de cartões estaria atuando de forma audaciosa no Supremo Tribunal Federal (STF), que é a mais alta Corte de Justiça do País. Recentemente, cerca de 20 pessoas teriam sido vítimas do golpe, perdendo milhares de reais. Um fato em comum liga essas pessoas: elas fizeram saques de dinheiro em terminais instalados no STF. Dias depois, foram detectadas em suas contas transações realizadas no Brasil e na Espanha. Funcionários do BB telefonaram para os clientes avisando sobre o ocorrido e informando que os seus cartões tinham sido bloqueados. A instituição financeira assegurou aos correntistas que vai devolver o dinheiro sacado indevidamente de suas contas.
Na sexta-feira passada, a administração do Supremo tomou conhecimento da clonagem e entrou em contato com o BB. O gerente-executivo da área de segurança, Edson Lobo, afirmou ontem que, em casos como os supostamente registrados no STF, é feito um levantamento interno e a polícia é comunicada para investigar. Ele acredita que as ocorrências no Supremo já foram informadas às autoridades policiais.
Lobo disse que fraudes como essas tornaram-se mais difíceis depois que as instituições atualizaram as formas de identificação de seus clientes, exigindo a digitação de códigos alfabéticos para o saque de dinheiro. O gerente do BB sugere que, antes de sacar, os clientes observem se há alguém por perto ou se existem câmeras ligadas em frente ao terminal. No STF, ministros e servidores possuem contas no BB, por meio das quais recebem os seus salários. Diariamente, circulam pelo STF cerca de 2,5 mil pessoas entre servidores, funcionários terceirizados, advogados, estagiários e partes envolvidas nos processos julgados pela Corte. Para ingressar no tribunal, é necessário que a pessoa passe por detectores de metais.