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Verbas estão presas no COB
O que poderia ser a salvação para a falta de estrutura nas universidades caminha para a morosidade. Criada desde o ano 2001, a lei Agnelo-Piva procura incentivar os esportes amadores. Pela lei, ficou determinado que 2% da arrecadação das loterias federais seria encaminhada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Desse dinheiro, 10% iria para o desporto escolar e 5% seria destinado aos universitários. No ano passado foi arrecadada a quantia de quase R$ 2 milhões e meio só para as instituições de ensino superior. Mas o problema é que nenhum centavo foi repassado às universidades, que continuam amargando condições mais do que amadoras.
A assessoria de comunicação do COB informou que ainda não repassou a verba por que está aguardando uma resposta do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o COB, o programa foi homologado, mas não se pensou como seria a forma de repasses, evitando o perigo de desvios. O COB garantiu que o dinheiro está em poupança e só sairá se for parar nas mãos do seu destinatário inicial.
Ou seja, mesmo que haja uma idéia de melhora no setor escolar e universitário na atual gestão do ministro Agnelo Queiroz, o modelo americano de desporto - que tem o esporte universitário como base - ainda está longe da realidade brasileira. Resta às faculdades apelar como qualquer clube para parcerias com empresas privadas.
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