Empreendedor diz que estratégia é atender compras para o Natal
O Paço Alfândega, primeiro shopping cultural do Estado, adiou para o próximo dia 20 de novembro a abertura do centro de compras. De acordo com o empreendedor do local, Álvaro Jucá, a decisão em alterar o cronograma de inauguração, previsto para setembro, é estratégica e foi tomada junto com os lojistas. "Toda a infra-estrutura do Paço está concluída, mas preferimos abrir apenas no final de novembro porque iremos atender em cheio os clientes que estão fazendo as compras de final de ano".
Na primeira fase de inauguração, estarão em funcionamento 80% da Área Bruta Locável (ABL) do shopping, o que corresponde a cerca de 70 operações. Além disso, também abrem os dois edifícios-garagem. Neste caso, serão disponibilizadas apenas 600 do total de 800 vagas.
Em março de 2004, está prevista a abertura do Arcádia Paço Alfândega, que ficará na cobertura do estacionamento. Já em julho, será a vez do Espaço Cultural Chanteclair - voltado para a área de entretenimento - onde estarão em funcionamento um espaço disponível para shows, oito salas de cinema, um restaurante e um café-concerto.
Entre as operações abertas no dia 20, estão restaurantes, lojas de confecção, acessórios, moda praia, além das unidades voltadas para serviço, a exemplo de cabeleireiros e chaveiros. Segundo Álvaro Jucá, outro fator positivo em alterar o calendário de inauguração é que lojistas vão encontrar os consumidores já com a primeira parte do 13º salário no bolso. O que, na prática, impulsiona as vendas.
Previsto para inaugurar no primeiro semestre do ano, as obras do Paço Alfândega já foram embargadas por estar em área de preservação cultural. Durante as escavações foram encontradas artefactos históricos que foram retirados para futura exposição.
Depois que tiver todo concluído, o empreendimento terá 120 operações com três restaurantes panorâmicos, duas praças de alimentação e uma megalivraria. Ao todo, o projeto possui 18.773 metros quadrados de área bruta locável. O fluxo previsto é de 540 mil pessoas por mês. O potencial de venda das lojas é cerca de R$ 70 milhões por ano.