Festival
Luciana Veras
Da equipe do DIARIO
Teenage Fanclub vem ao Brasil. Pela primeira vez. Em
março de 2004. Três datas em São Paulo, no Sesc Pompéia, e uma no Recife.
Isso mesmo. A banda de Norman Blake, Gerry Love e Raymond McGinley,
acrescida do sempre parceiro Francis McDonald nas baquetas, é a atração
principal do festival No Ar Coquetel Molotov, que em Sampa ocorre em
parceria com a Slag Records, abrange, ainda, o lançamento de uma revista
e depende de investidores para se viabilizar na etapa pernambucana.
Quem saca música alternativa no Estado, aliás, reconhece, no nome
do festival a princípio escalado para 27 de março, um programa radiofônico
há dois anos e meio no ar. E o site desse programa, lançado em junho.
É dos produtores do Coquetel Molotov - quatro jovens estudantes de Comunicação
Social e um jornalista formado - a idéia de conceber um festival que
trouxesse para o Recife o grupo escocês, cultuadíssimo desde anos 1990,
autor de CDs igualmente festejados (Bandwagonesque - 1995, Grand Prix
- 1997), de formatar os pensamentos num projeto e inscrevê-lo numa lei
federal de incentivo à cultura, a Rouanet do Ministério da Cultura,
onde foi aprovado em agosto, no valor de R$ 98 mil.
Ana Garcia, Jarmeson de Lima, Tathianna Nunes, Thiago Marinho e Viviane
Menezes bolaram o No Ar quando foram alijados da programação da rádio
Universitária AM em outubro de 2002, antes de serem convidados pela
Teclados FM, de onde migraram para a Pernambuco FM. "Não queríamos ficar
parados e pensamos no site e no festival", conta Jarmeson.
Enquanto a geração de conteúdo para o site andava, o projeto do No
Ar prosseguia. Enviado para análise no ministério, o festival ganhou
sua âncora por acaso. Ana, que mora em São Paulo e já conhecia Eduardo
Ramos, da Slag Records, ficou amiga de Francis McDonald, um dos fundadores
do quarteto bretão.
"Francis veio ao Brasil com o Nice Man, seu projeto solo. Na mesma
noite em que o conheci, rolou, meio na brincadeira, o conversa dele
vir com o Teenage para uma turnê no Brasil. Ele topou na hora", diz
Ana. Daí veio a uniãocom a Slag para o braço paulistano e a certeza
de que o TF seria o carro-chefe de uma noite que terá representantes
do rock'n'roll local e da cena indie nacional. "De Recife, tocam Profiterólis
e Vamoz!. Do Rio, vem Pelvs e de São Paulo, o Hurtmold", revela Viviane.
E agora? "Estamos atrás de patrocinadores que entendam o que é o projeto",
aponta Ana. "E que entendam a repercussão que o festival vai ter. Um
único show do Teenage aqui gera mídia e atrai gente de toda a região",
diz Thiago. Os produtores seguem a romaria dos empreendendores que vêem
seus projetos carimbados pelo Minc mas sem ninguém para bancá-los. "No
Nordeste é difícil, ninguém conhece bem a banda e as pessoas ficam com
medo de investir", resume Ana Garcia.
Comentários dos Leitores
"Quem?... O que?... Como?!... Liiindu... No mínimo
fantástico!!!... Patrocinadoreeeeeesssss!!!!... Só depende de vocês!!!...
rs... Eita... Meu presentão de aniversário!!! Esses dias mesmo, estava
ouvindo uma versão de "Who love the sun", do Velvet Underground, interpretada
por esse fantástico quarteto!!", Augusto C. Alencar, por e-mail
"Peloamordedeus, vamos tornar isso real!!! Vamos
mobilizar o pessoal, fazer uma vaquinha, reunir esforços... Teenage
é tudo!!!!!!!!", Juliana Lins, por e-mail
"Teenage aqui, urgente!!! Minha gente, se liguem,
essa banda é tudooooooo!!!", Fatima Maranhão, por e-mail
"Espero que isto realmente se concretize... Seria
fantástico", Breno Mendonça, por e-mail