Edição de Terça-Feira, 21 de Outubro de 2003
 
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Suspeitos passam por novo interrogatório

MORTE DO FREI

O delegado de Goiana, Artur Tito, ouviu ontem mais uma vez o depoimento dos dois suspeitos de terem assassinado o frei carmelita Luciano Santos de Andrade, 40 anos. José Jairi Viana Alves, 22, e Fernando França da Silva Filho, 23, estão com prisão temporária decretada e precisaram ser interrogados outra vez porque haviam apresentado alegações que não condiziam com as investigações já realizadas pela Polícia.

  O frei Luciano foi encontrado morto, na manhã do dia 28 de agosto, por uma funcionária do convento. Ele estava usando apenas um roupão e tinha uma grave lesão na cabeça. O religioso teria sido jogado de uma altura superior a cinco metros, na parte superior do convento, onde ficavam os aposentos. Os dois homens detidos negam que no dia do crime tenham ido até a cidade de Goiana, na Mata Norte.

  O delegado Artur Tito explicou que apenas a hipótese de latrocínio está descartada. "Não podemos afirmar ainda que houve uma briga de família por conta de uma herança, como já foi dito. Nem também afastar a versão de crime passional", ressaltou. Segundo o delegado, os dois suspeitos presos freqüentavam o convento carmelita, em Goiana, onde o frei foi encontrado morto na manhã do dia 28 de agosto passado. "Jairi costumava freqüentar o convento com assiduidade, inclusive passava até 15 dias dormindo lá", informou.

VIAGEM - Na véspera do crime, segundo o delegado, os suspeitos afirmam que passaram a noite em suas respectivas casas, em Olinda. "O fato misterioso é que eles viajaram repentinamente. Estiveram no enterro e foram embora para Sergipe com as roupas que vestiam, sem qualquer planejamento prévio", disse. José Jairi e Fernando França estavam hospedados na casa da única irmã do frade em Rosário do Catete, cidade natal da vítima. "Eles disseram que tinham ido para lá a convite da irmã do religioso, que havia ficado muito abalada com a morte dele", comentou.

  Quanto à versão de que o crime pode ter sido motivado por desentendimentos entre parentes por conta da partilha de herança, Artur Tito informou que a família possuía poucos bens. "Apenas uma casa e um terreno. A casa está alugada por R$ 200,00 e o terreno não é tão grande assim", acrescentou. No entanto, a versão foi apresentada anteontem pelo secretário-adjunto de Defesa Social, Renato Silva.








 

 
 
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