Edição de Terça-Feira, 21 de Outubro de 2003
 

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PM matou estudantes

RIO - A perícia comprovou que os tiros que mataram três estudantes em uma festa no clube Só da Bola, no subúrbio do Rio na madrugada do dia 12 partiram da arma do policial militar Cristiano Santos Garcia. "As cápsulas encontradas no local saíram da arma que pertence ao policial. Essa arma era dele, uma pistola PT 380", garantiu a delegada Danielle Bessa, que investiga o crime, com base em laudo do Insitituto de Criminalística Carlos Éboli.

  O documento concluído pelos peritos desmente depoimento do soldado, segundo o qual ele teria atirado para o alto, depois de ter entrado numa discussão em que sua namorada estava envolvida. Ainda de acordo com o policial, seguranças teriam revidado. Os peritos atestaram, no entanto, que as vítimas estavam na mesma direção, quando foram atingidas. "É como se elas tivessem sido atingidas pelo mesmo tiro. Na verdade, não aconteceu isso. Cogita-se que tenha sido uma fixada de mira (feita por Garcia)", disse a delegada Danielle Bessa. Garcia está preso e pode ser condenado à pena de 120 anos de prisão.

BEBIDA - Outro ponto do depoimento do soldado foi desmentido. Em uma fotografia obtida pela delegada, ele aparece bebendo chope numa garrafa PET cortada no gargalo. Em depoimento, Garcia havia garantido que bebera apenas dois copos de cerveja. O soldado já tinha passagem pela polícia por agressão à ex-mulher. O assessor de Imprensa da PM, major Frederico Caldas, foi procurado pela reportagem para comentar a ficha do soldado, mas não respondeu às ligações.

  A delegada Danielle ouviu ontem nova testemunha do episódio. A jovem estava ao lado de uma das vítimas, Diego Pão Cardoso, de 19 anos, atingido por um tiro na cabeça. Até à noite, Danielle não havia respondido às ligações da reportagem para que comentasse o novo depoimento.








 

 
 
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