Canavial das paixões
Em 2001, Canavial de Paixões era um dos títulos oferecidos pela Televisa ao SBT para substituir Amor e Ódio. Perdeu para Marisol, que teve como sucessora Jamais Te Esquecerei. A demora para a estréia, que finalmente acontece amanhã, tem um motivo: Canavial de Paixões é uma trama ruralista que gira em torno de duas famílias, uma dona de uma usina e outra, dos canaviais de cana de açúcar. "Não tínhamos como produzir antes por causa do tempo do corte de cana e a coincidência dos trabalhos da usina. Essa história foi praticamente a primeira novela que nós íamos produzir. Era a melhor delas", explica David Grimberg, diretor-geral do núcleo de dramaturgia do SBT.
Adaptada por Ercila Pedroso do texto original mexicano de Caridad Bravo Adams, Canavial de Paixões conta a história de Paulo (Gustavo Haddad) e Clara (Bianca Castanho), que se apaixonam e sofrem todo tipo de obstáculos. Suas famílias se tornam rivais porque a mãe de Paulo, Teresa (Débora Duarte), desconfia que o marido, Amador (Victor Fasano), foi amante de Débora (Cláudia Ohana). Tudo porque os dois morrem juntos num acidente de carro. "Na verdade Teresa não teve um caso com Amador, quem teve foi a Raquel (Helena Fernandes)", adianta Ercila. "É um novelão com intrigas, mentiras, e todos os personagens giram em torno dessa trama".
O custo da novela é de R$ 90 mil por capítulo. E, graças ao número reduzido de personagens (39), o orçamento permitiu que fossem contratados atores mais caros, alguns egressos da Rede Globo, que estavam soltos no mercado, sem contrato. "A emissora me acolheu num momento em que eu queria muito trabalhar", diz Thierry Figueira, que será o filho ilegítimo de Amador, criado por padre Antônio (Jonas Mello).
Jacques Lagoa, diretor-geral, promete um produto sem os exageros dos dramalhões originais: "Estamos tentando contemporizar, não forçar a barra, tornar a coisa crível, humana para o telespectador. Sem os penteados, sem as roupas, sem os anéis e sem a maquiagem mexicanos".