Falar de computadores na educação também remete ao medo do Ctrl C Ctrl V (copiar e colar) e, indiretamente, ao medo das crianças perderem o estímulo à leitura. Por isso, algumas escolas já exigem que os trabalhos tenham outras fontes, sendo a internet apenas uma delas, não importando o número de sites visitados. No Colégio Apoio, em Casa Amarela, é assim.
Especialista em informática educacional e professora do Apoio, Vancleide Jordão fala do alto dos seus vinte anos lidando com crianças: "A tecnologia quando passa a fazer parte do dia-a-dia ajuda no aprendizado porque eles se sentem mais estimulados", diz a consultora. "Quando os professores quebram a resistência, então, todos crescem e o aluno sente que há uma integração, abolindo a figura de um professor de informática", acrescenta Rejane Dantas, do Apoio.
Os irmãos André Luiz, 11 anos, e Felipe Buarque Vieira e Silva, 9, são um exemplo quando o assunto é o uso correto da informática. "A gente desenvolve um novo pensamento sobre os assuntos estudando com a internet. Também podemos aprender brincando com alguns jogos. É muito mais atrativo", diz André Luiz, contando que não usa apenas a web para fazer suas pesquisas, mas também livros, enciclopédias e a realidade em sua volta. Felipe, por sua vez, garante que é com a ajuda da informática que fica sabendo de "várias coisas boas". "Posso pesquisar sobre assuntos bem diferentes e aprender jogando também. É uma viagem virtual", diz o pequeno. (L.G.)